Perfil

FERNANDA BRANCHINE

FERNANDA BRANCHINE

Conte-nos de sua relação com o Vale do Paranhana/Taquara: Eu cresci, estudei e trabalhei a maior parte da minha vida aqui. Mesmo com minha empresa atendendo cidades fora do Vale do Paranhana, sempre morei aqui. Sinto que devo me dedicar pelo lugar onde estou, lutar para que a cidade em que eu vivo seja o mundo que quero. O trabalho na Apata é um pouco dessa dedicação.
Como é a função desempenhada na APATA: Sou voluntária desde 2011 e presidente desde 2013. Trabalho em todos os eventos, como feiras de adoção e briques, e nas campanhas de arrecadação e divulgação, inclusive no espaço mensal que a Rádio Taquara disponibiliza para a Apata falar com a comunidade. São inúmeras atividades de bastidores que os voluntários desempenham e acabam contribuindo para uma cidade melhor. Atualmente estamos repensando a forma de atuação da Apata, pois a dívida da entidade chegou num ponto insustentável, assim como a manutenção dos animais.
Como você se define profissionalmente? Meu trabalho requer estudo constante e envolve a observação das pessoas, como elas se comportam em relação aos serviços, aos produtos e às marcas, como elas consomem e como isso pode ajudar meus clientes. Então, considero que enquanto não estou dormindo, estou trabalhando de alguma forma, ou aprendendo ou produzindo.
O que gosta de fazer no tempo livre? Livros de literatura universal são o amor da minha vida. Eu amo ler. Em segundo lugar os seriados disponíveis na Netflix. Mas o voluntariado não deixa muito tempo livre, não.
Como protetora animal, qual sua maior preocupação? Duas questões dividem o título de “maior preocupação”: 1) a dificuldade de conscientizar as pessoas sobre a responsabilidade que cada um deve ter com seu animal. A Apata está no seu 15º ano de trabalho, sempre reforçando a importância da guarda responsável, e ainda é preciso informar tudo como se fosse uma novidade. 2) a dificuldade de conscientizar e envolver as diversas esferas do poder público sobre a importância da causa animal e seu impacto nas vidas das famílias. Na Apata, todos os dias chegam casos que envolvem a saúde pública dos cidadãos e do município, casos que deveriam ser cuidados não por voluntários, mas por órgãos responsáveis. A preocupação com isso ainda é muito nova no poder público.
Uma frustração: Ter um antitalento para a música. Sério, se tento até mesmo cantarolar alguma coisa, eu estrago completamente a música. É muito frustrante porque cantar traz uma alegria enorme e eu realmente não posso cantar nem para mim mesma!
O que você gosta de ouvir: Pearl Jam é minha banda do coração. Gosto muito de Ray LaMontagne e Joni Mitchell.
Qual seu maior sonho: Não me preocupar com dinheiro (renda, sobrevivência, garantir o futuro) e poder trabalhar somente em causas sociais, ambientais, culturais.
Deixe uma mensagem aos leitores do Panorama: Somos nós que fazemos a nossa cidade, por isso, temos que melhorar como pessoas e depois estender esse movimento o máximo possível. Ninguém chegou ao ponto em que não pode melhorar. Ajudar os outros é um aspecto disso. Gosto da frase: “Se você não for melhor amanhã do que você foi hoje, então qual a sua serventia para amanhã?” Rabbi Nahman of Breslov.