
A Delegacia de Polícia (DP) de Três Coroas, com apoio da DP de Igrejinha, cumpriu, na manhã desta segunda-feira, mandados de busca e apreensão e de prisões preventivas em operação destinada à elucidação e combate a crime de homicídio ocorrido em Três Coroas. Segundo o delegado Ivanir Luiz Moschen Caliari, responsável pelas investigações, o homicídio ocorreu no final da tarde do último dia 12 de maio, ocasião em que executores chegaram no chamado Bar do Paraná, em Três Coroas, e executaram com diversos tiros a vítima Vilso Rodrigues, 59 anos, proprietário do estabelecimento. Também foram subtraídos os aparelhos telefônicos da vítima e de um cliente do estabelecimento. Nesta segunda-feira, foram presos os dois executores do crime, que ainda estavam soltos, e cumpridos novos mandados de prisão dos envolvidos na ordem do assassinato, que já estavam na cadeia.
O delegado informou que as diligências foram realizadas em Canoas, Nova Santa Rita e Taquara. Dois dos mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra acusados que já estão detidos em presídios, sendo eles Ederson da Silva Nantal, o Saraiva, 31 anos, que está recolhido na Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas, e Marta Valquíria Oliveira Machado, 35 anos, atualmente recolhida no Presídio Madre Pelletier, em Porto Alegre.

Os outros dois mandados foram contra José Henrique Mostardeiro, 27 anos, o Nego, que foi preso em Taquara. Segundo a Polícia, juntamente com Marta, ele teria promovido a condução do executor do crime, Diego Santos dos Santos, 31 anos, que foi de Canoas até o bar da vítima, onde realizou os disparos que acabaram matando Vilso. O delegado informou que Diego, quando cometeu o homicídio, já estava condenado por crime de roubo. Ele foi localizado e preso em Nova Santa Rita, onde vinha se escondendo nos últimos dias. Em sua casa, no bairro Mathias Velho, em Canoas, foi encontrado o aparelho celular roubado da testemunha pouco antes de o executor matar Vilso em seu bar.

Conforme foi apurado no inquérito, a vítima foi executada a mando de Ederson Saraiva após ser considerado denunciante do tráfico de drogas promovido no bairro Luterana, em Três Coroas, local em que a Vilso possuía o seu bar e onde Saraiva é investigado como sendo o líder do comércio ilícito de entorpecentes. Recentemente, Saraiva já havia sido preso em flagrante pela Polícia Civil, após determinar por telefone a queima de um ônibus em Três Coroas, tendo ordenado tal ato em represália à prisão de sua mulher, Marta Valquíria, a qual foi flagrada por policiais civis de Três Coroas e Igrejinha na posse de quase seis quilos de maconha, 150 gramas de crack e uma balança de precisão, em ações realizadas no dia 19 de maio, em Ivoti e Taquara. Marta foi presa na ERS-115, em Taquara, naquele dia.


