Gosto mesmo é de escrever contos, estórias um tanto picantes são as minhas prediletas. Adoro conduzir o leitor numa linha de raciocínio, e depois surpreendê-lo com o inesperado. Isso me diverte, rio sozinha enquanto ponho a ideia no papel.
No entanto, quando estou atravessando alguma preocupação, ou sem tempo, opto pelas crônicas, comentários… que fluem mais facilmente, em razão da minha formação jornalística, mais habituada a lidar com fatos, e não com o imaginário, aliás, proibido no nosso ofício.
Por que estou dividindo isso com vocês? Porque mesmo o meu melhor conto jamais chegou perto de motivar tantos comentários como o artigo que escrevi há 15 dias sob o título “Pronto, falei!” – um desabafo sobre pirataria, picaretagem e pseudo jornalismo. Achei até que me tomariam por impertinente, pois não deixou de ser uma olhada para o meu próprio umbigo, inconformada que ando com um tipo de coisa desqualificada, e muitas vezes com motivação escusa, que andam generalizando como mídia; mas também abordei a pirataria de modo geral, o atropelo à ética, à falta de lisura e observância das leis, na disputa pelo mercado.
Tantas manifestações me levaram a uma análise: por que será que diferentes perfis de pessoas gostaram tanto? Claro! Nosso povo está finalmente caindo na real, cansando de coisas feitas de forma torta, por baixo dos panos, afrontando a lei e contrariando a moral.
Que bom! Reforça minha esperança de que estamos bem perto de voltar a emergir, depois do fundo do poço, que imagino esteja bem próximo!
Esta postagem foi publicada em 16 de junho de 2017 e está arquivada em Paralelas.


