Haiml & etc.
Esta postagem foi publicada em 23 de junho de 2017 e está arquivada em Haiml & etc..

O Kleber

Dia desses, quase dez minutos passados de que atendi a professora Cleusa num convite para um papo literário na Feira do Livro da Escola Estadual Dirceu Martins – onde fui e foi legal – uma ligação, O Kleber.
“Professor, tô com um ingresso sobrando pra pre-estreia da Mulher Maravilha.” E eu, como? “Ganhei de um programa que costumo ouvir na internet. E aí, meu bruxo, quer ir?” Perguntar se o cônego quer almoçar na casa do paroquiano, ainda mais eu que enfrentava os terríveis sintomas de uma dura abstinência cinematográfica.
Claro que ele tinha primeiro convidado sua excelentíssima frau, mas ela, tendo compromisso inadiável, me permitiu ser a segunda opção. Há muitos e muitos séculos atrás, nos meus inícios de Theóphilo Sauer, topei com o Kleber. Naquela época, não se conhecia o termo hiperativo, então usávamos medonho mesmo, tinhoso. Foi pouco tempo, depois ele saiu, eu sai, e não o vi mais, até que: Cine Viena, primeira sessão do Homem-Aranha, o melhor ainda até agora, do Tobey Maguire, fila longuíssima, veio um toque no meu ombro, viro-me, o Kleber. “Professor, lembra de mim?”. Claro que lembrava. “Acompanho o senhor direto, sou seu fã.” Naquela época eu escrevia só sobre filmes para o Diet. Não demorou, chamou-me para opinar num curta que tinha feito na Faccat, na linha Histórias Extraordinárias da RBS. Depois, nos reencontramos no messenger, apenas um comentário trocado vez que outra.
De repente, cá estamos, eu e ele, agora na chiqueza de uma pré-estreia exclusiva na Capital da película da deslumbrante Gal Gadot, que além de ofuscar Batman e Superman, é um dos principais motivos para ver e rever “Mulher Maravilha”.
Em seu carro, durante o trajeto, além do assunto que nos unia em comum, conversamos também sobre várias outras coisas. Descobri um Kleber bem centrado, bem casado, cheio de boas ideias, totalmente aplicado em seu trabalho. Com a viagem, aprendemos um com o outro, aprofundamos a amizade, além disso, fomos e voltamos movidos ambos com igual entusiasmo, o de meninos que ganharam um baita presente e dele muito bem usufruíram.

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