Com certeza cada um de nós já passou por algum grande desafio pessoal, algo que realmente exigisse um grande esforço, material, emocional ou sentimental. Garanto que sim, por estas passagens fazerem parte do ser pensante que somos. Todos os dias temos novidades, surpresas, o transcorrer tranquilo e cotidiano pode ser transformado, a qualquer momento, sem o menor preparo para isto.
Para os mais organizados e ortodoxos deve ser assustador perder o controle sobre sua própria programação. E é certo que em algum momento da vida perderão. Mesmo os mais flexíveis devem ressentir-se com os altos e baixos da montanha russa que é viver. Haja coração!
A história de cada um é escrita por canetas do destino, em uma nova página a cada dia. Mas e a mão que conduz estas canetas? É a nossa ou a de algo maior? Penso eu, e como diz o colega colunista Plinio Zíngano, logo insisto, em dizer que a mão é nossa, sob a coordenação de Alguém ou algo muito maior, e por isto temos que mantê-la firme ao segurar a caneta e flexível para permitir que o Maior conduza o traçado.
Não existe rascunho para nossa existência, a experiência nos faz acertar ou errar mais ou menos. O que não se pode, é deixar de tentar, desistir pelo medo do erro ou da dor. Temos que ser reforçados por acreditar, pela esperança no dar certo, pela vontade de conseguir alcançar os objetivos, traçados ou intuídos. Assim é a vida, cheia de nuances, batalhas externas e internas, onde somos vencidos ou vencedores de nós mesmos todos os dias.
A diferença das pessoas não é no que cada um passa, e sim no que cada um faz com o que passa.
“Viver e não ter a vergonha de ser feliz”, dizia Gonzaguinha, ”Cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz… a vida devia ser bem melhor e será”… o que cada um decidir que seja. Muita responsabilidade? Sim. Cada ação, uma reação; cada escolha, uma renúncia; cada atitude, uma consequência! E daí? Isto é viver. Tudo vale a pena se a alma não é pequena!
E se é pra citar mais um… vamos de Roberto Carlos: “Se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi”.
Viver é uma aventura!


