Cultura e Lazer

Seniorin eleita para a corte da 30ª Oktoberfest esbanja jovialidade

Marli Tereza da Rosa, 61 anos, completa a corte da Oktoberfest de Igrejinha como representante da terceira idade.
No fusca ano 1982, Marli vai às atividades durante a semana. Cristiano Vargas/Jornal Panorama

É com o sorriso firme no rosto que Marli Tereza da Rosa, 61 anos, garante acordar diariamente feliz pela saúde e disposição para as atividades. A Seniorin eleita em recente evento no Parque de Eventos Almiro Grings é a última integrante da corte da 30ª Oktoberfest de Igrejinha, e ajudará a comitiva a divulgar a festa, além de receber aos convidados da Seniorientag, programação voltada à terceira idade.
A rotina de Marli é atribulada. Ao menos três vezes na semana, participa do time de vôlei adaptado para terceira idade, na parte da manhã. À tarde, dedica-se ao Clube de Mães e às aulas de caratê. “Faz bem para o corpo e para a alma.” A senhora coordena o grupo de convivência da terceira idade do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), onde faz trabalhos manuais e rodas de chimarrão com outras participantes. Também é coordenadora do Conselho Municipal do Idoso. A vida profissional foi como cuidadora em asilos. “É um trabalho que faço de coração. Adoro estar com eles.”

 

A representante da terceira idade diz amar os trabalhos com os idosos. Cristiano Vargas/Jornal Panorama

As saídas para os compromissos de rua são feitas com o fusca vermelho ano 1982, firme no volante. A carteira de motorista fez após o falecimento do marido João Moacir da Rosa, em razão de um câncer há mais de três anos. Era o parceiro com quem criou os filhos Andrea Fabiana Fleck, Lilian Regina da Rosa e Eduardo Felipe de Vargas, que a transportava dentro da cidade. O automóvel, impecavelmente bem conservado, é uma das lembranças carinhosas do antigo parceiro.

Natural de Santo Antônio da Patrulha, onde passou parte da infância, Marli veio de uma família de seis irmãos. Em Campo Bom, casou e teve os filhos. Há 26 anos, o marido sugeriu abrir uma oficina mecânica. Como ela conhecia Igrejinha, não titubeou em pleitear a mudança para a terra da Oktoberfest. “Quando vim pela primeira vez, achei a cidade calma. Na época, minhas meninas eram adolescentes, e disse que se fosse para mudar, então que fosse para cá. Nós fomos muito bem recebidos aqui”, recorda. O município mudou muito nos últimos anos, com o crescimento populacional, mas, para ela, “ainda continua uma cidade boa de morar”. As saídas são para visitar as netas Mariana Fleck, sete anos, e Alice Fleck, de um ano, as quais garante bajular.

Marli participa há 18 anos como voluntária da Oktoberfest. Ultimamente, tem trabalhado no Bier Platz, na venda de pratos tradicionais alemãs. “É muito legal poder ajudar. A festa é muito importante, traz melhoras para o município e região”, enfatizou. Ele recorda que aceitou concorrer ao título de representante da terceira idade como brincadeira. No entanto, durante as três semanas de preparação aprendendo sobre a cultura e história de Igrejinha, ela foi tomando gosto. “No fim, já estava desejando ser Seniorin”, comentou.

No dia do concurso, os filhos vieram a acompanhar. Na última semana, bateu ansiedade. “A coisa estava ficando séria, tínhamos que dar o melhor, então deu um friozinho na barriga.” O texto dito por ela na hora da apresentação, no domingo, foi sobre os idosos e a festa da terceira idade da Oktoberfest. “Este dia tem papel bem importante. Todos cheios de vitalidade, energia, dançam e se divertem de verdade”, garante. “Vou fazer o que estiver ao meu alcance para quem estiver lá se divirta com muita dança e boa comida.”