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Atividades da campanha Setembro Amarelo iniciam nesta terça-feira em Taquara

Primeiras ações acontecerão no posto de saúde do bairro Eldorado.
Reunião na Secretaria da Saúde alinhou os eventos a serem realizados nas Unidades Básicas de Saúde. Divulgação/Magda Rabie

Setembro é o mês em que intensificam-se as ações de prevenção ao suicídio. Campanhas são realizadas em todo o país visando a conscientização da população a este que é hoje um dos problemas mais sérios vivenciados pela saúde pública. Em Taquara, atividades acontecem nas Unidades Básicas de Saúde com a intenção de alertar a comunidade acerca desta realidade. A abertura oficial do Setembro Amarelo será nesta terça-feira (5/9), às 14 horas, no posto de saúde do bairro Eldorado.

Segundo a técnica de enfermagem, Kátia Rosa, o momento contará com a explanação “Valorize a vida, ela é preciosa”, refletindo as questões: Como definir o suicídio, o que sente e o que leva uma pessoa a tirar a própria vida, se o sentimento e o impulso são normais, se a pessoa pode desistir da ideia e como ajudar. A palestra será ministrada pela médica dra. Viviane Rachid, e, pelo estagiário de Enfermagem da Faccat, Daniel Oliveira da Rosa. Após haverá um bate papo com a coordenação da Unidade para sanar dúvidas dos participantes.

O secretário municipal de Saúde, Vanderlei Vili Petry, destaca que, cada vez mais, é vivenciada uma sociedade depressiva. “Essa sociedade está ligada ao momento político, econômico, social, de descrédito, questão financeira, situações que todos nós passamos, mas algumas pessoas não tem o mesmo controle e precisam de tratamentos especiais. Então, promover o Setembro Amarelo é justamente trabalharmos na promoção da saúde, na prevenção, no acolhimento, é conscientizar a comunidade do que ela pode fazer para se autoajudar, bem como ajudar o seu próximo”, menciona Petry.

Responsável técnico pela área de enfermagem da Secretaria Municipal de Saúde, o enfermeiro Jorge Gildei Amaral dos Santos diz que 90% dos casos de suicídio podem ser evitados. “O suicídio ocorre muito perto de nós, podendo ser desencadeado por pressão no trabalho, síndrome do pânico, perda de emprego, depressão. Não podemos ficar fora, temos que ajudar. O acolhimento, o aconselhamento do profissional de Saúde, do enfermeiro, do médico, pode reverter esta situação, temos que nos envolver nesta ação que é mundial, que é preocupante, que aumenta a cada dia e salvar a nossa população”, destaca Jorge.

Divulgação/Magda Rabie