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Médicos decidem suspender atendimentos eletivos no Hospital de Taquara

Falta de medicamentos e profissionais está motivando decisão do corpo clínico.
Médicos do hospital aprovaram por unanimidade suspensão dos atendimentos a partir de segunda-feira. Divulgação/Simers

Os médicos que integram o corpo clínico do Hospital Bom Jesus, de Taquara, decidiram, na terça-feira, suspender os atendimentos eletivos da casa de saúde a partir da próxima segunda-feira, dia 11. A medida foi comunicada pela diretora do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Gisele Lobato, em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, na manhã desta quarta-feira. Segundo ela, o motivo é a deficiência no atendimento à população por parte do hospital. A diretora cita a falta de materiais básicos para procedimentos, até mesmo gases e fios de sutura, além de medicamentos sem estoque e a grave carência da escala de médicos.

De acordo com Gisele, a decisão foi tomada pelo corpo clínico, por unanimidade, e conta com o apoio do Simers. A principal reivindicação, segundo ela, é com relação ao que considerou um “desmonte da saúde”. “Os médicos chegaram à conclusão de que não têm como atender as demandas exigidas pela população, não tem condições, devido à infraestrutura do hospital”, comentou, acrescentando que leitos hospitalares possuem problemas, a farmácia está sem capacidade de reposição, o bloco cirúrgico tem dificuldades no aparato necessário para as cirurgias. “Não podemos continuar trabalhando em um hospital que não oferece condições para o bom atendimento à população”, sentenciou.

Gisele explicou que a suspensão dos serviços envolve, basicamente, os atendimentos de ambulatório e consultas eletivas que podem ser feitas em outros hospitais ou unidades de saúde da região. Os profissionais continuarão atendendo as urgências e emergências. A diretora explicou que isso tem a ver com a preocupação dos médicos em continuar assegurando o atendimento à população. Ressaltou que, mesmo com a defasagem nos pagamentos de salários, os profissionais mantiveram até hoje os serviços em funcionamento.

Ouça a entrevista concedida à Rádio Taquara: