
Citado há dois anos e meio na famosa “Lista do Janot”, em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu investigação sobre uma série de parlamentares na Operação Lava Jato, o deputado federal Renato Molling (PP) se sente aliviado. Nesta terça-feira, foi divulgado que o próprio Janot encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento das investigações contra o parlamentar. Não foram encontradas provas que ligassem o nome do deputado às apurações de desvios na Petrobras.
Em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, na manhã desta quarta-feira, o deputado disse que sempre afirmou não ter nada a ver com os fatos investigados na Operação Lava Jato, mas, enquanto não houvesse o arquivamento, a situação era muito desconfortável, devido à condenação da opinião pública. O fato de sua esposa Corinha Molling (PP) ser prefeita de Sapiranga, segundo Renato, também agravou a situação, uma vez que adversários usaram a citação do seu nome para atacar o casal politicamente.
“Sempre fui correto e sempre falei a verdade, como prefeito e deputado. Felizmente foi arquivado e isso nos dá motivação para continuar trabalhando para tentar melhorar a política”, comentou Molling. O deputado lamentou que a investigação tenha sido aberta apenas a partir de uma citação genérica do delator Alberto Yousseff, que disse apenas ter ouvido falar que Molling receberia dinheiro. Para Renato, foi precipitada a abertura da investigação apenas em cima desta citação, sem ter qualquer outro indício. “Para chamar alguém disso ou daquilo, tem que ter o mínimo de indícios. Infelizmente, isso não teve. Ficamos lamentando esse tempo todo, porque não precisava ficar tanto tempo para arquivar isso, mas felizmente o dia chegou e a gente fica muito feliz. Mas teve muito sofrimento nesses dois anos e meio”, comentou o deputado.


