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Renato Molling se diz aliviado com arquivamento de investigação na Lava Jato

Deputado federal mais votado na região em 2014 tinha sido citado na famosa Lista do Janot.
Renato Molling teve citação a seu nome arquivada na Lava Jato. Billy Boss/Câmara dos Deputados

Citado há dois anos e meio na famosa “Lista do Janot”, em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu investigação sobre uma série de parlamentares na Operação Lava Jato, o deputado federal Renato Molling (PP) se sente aliviado. Nesta terça-feira, foi divulgado que o próprio Janot encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento das investigações contra o parlamentar. Não foram encontradas provas que ligassem o nome do deputado às apurações de desvios na Petrobras.

Em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, na manhã desta quarta-feira, o deputado disse que sempre afirmou não ter nada a ver com os fatos investigados na Operação Lava Jato, mas, enquanto não houvesse o arquivamento, a situação era muito desconfortável, devido à condenação da opinião pública. O fato de sua esposa Corinha Molling (PP) ser prefeita de Sapiranga, segundo Renato, também agravou a situação, uma vez que adversários usaram a citação do seu nome para atacar o casal politicamente.

“Sempre fui correto e sempre falei a verdade, como prefeito e deputado. Felizmente foi arquivado e isso nos dá motivação para continuar trabalhando para tentar melhorar a política”, comentou Molling. O deputado lamentou que a investigação tenha sido aberta apenas a partir de uma citação genérica do delator Alberto Yousseff, que disse apenas ter ouvido falar que Molling receberia dinheiro. Para Renato, foi precipitada a abertura da investigação apenas em cima desta citação, sem ter qualquer outro indício. “Para chamar alguém disso ou daquilo, tem que ter o mínimo de indícios. Infelizmente, isso não teve. Ficamos lamentando esse tempo todo, porque não precisava ficar tanto tempo para arquivar isso, mas felizmente o dia chegou e a gente fica muito feliz. Mas teve muito sofrimento nesses dois anos e meio”, comentou o deputado.