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Conselho Municipal de Saúde de Taquara pede saída do Instituto Vida da gestão do Hospital Bom Jesus

Resolução aprovada foi encaminhada à Prefeitura de Taquara.
Ursula e Cristina divulgaram em entrevista à Rádio Taquara decisão do Conselho de Saúde. Vinicius Linden/Jornal Panorama

O Conselho Municipal de Saúde de Taquara aprovou, na segunda-feira, resolução em que pede a saída do Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV) da gestão do Hospital de Taquara. A decisão foi tornada pública nesta quarta-feira, em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, da presidente do órgão, Ursula Altmann Garcia, e da vice-presidente Cristina David. Segundo as representantes, o motivo é a perda de confiança do Conselho na gestão do Instituto Vida.

De acordo com Ursula, a reunião extraordinária do Conselho foi convocada devido às últimas notícias referentes ao Hospital Bom Jesus e as informações relacionadas ao processo na Justiça Federal em que o Ministério Público contesta a escolha, sem licitação, do Instituto por parte da Prefeitura de Taquara. Por 14 votos contra um, além de uma abstenção, os integrantes do Conselho aprovaram a resolução em que pedem que a administração de Taquara escolha outro gestor para o hospital taquarense. Além disso, durante o período da licitação para a escolha deste gestor, o Conselho defende que seja nomeado um interventor judicial para a casa de saúde.

A presidente informou que a resolução foi encaminhada ao prefeito de Taquara, Tito Lívio Jaeger Filho, ainda na quarta-feira. O chefe do Executivo tem 10 dias para responder ao documento, acatando-o ou não. Se decidir não seguir a recomendação, segundo Ursula, o prefeito terá que fundamentar a sua decisão. O Conselho Municipal de Saúde, então, providenciará o encaminhamento da documentação ao Ministério Público, para as providências que entender cabíveis.

De acordo com Ursula e Cristina, a perda de confiança foi agravada por uma série de fatores. As duas contaram que o Conselho sempre teve dificuldades, junto ao Instituto Vida, para ter acesso à prestação de contas completa da casa de saúde. Além disso, ressaltaram que, em vistorias feitas pelo órgão, constataram deficiências no hospital, como falta de medicamentos e da escala de médicos.