A Inteligência Artificial (IA) é uma das grandes áreas da computação. A primeira imagem que nos vem à mente quando falamos desse assunto, são coisas tipos robôs com aparência humana e, devido a algumas histórias e filmes de ficção científica, situações até perigosas, onde robôs e computadores agem espontaneamente contra seus criadores: nós, humanos. Felizmente, isso provavelmente nunca acontecerá!
Longe dessa aparência de robôs humanóides, a IA já é uma realidade muito presente em nosso dia a dia, e tende a crescer exponencialmente nos próximos anos. Por exemplo, inúmeros recursos atuais dos smartphones, tais como reconhecimento facial, reconhecimento de palavras que estamos digitando e reconhecimento de comandos por voz, são recursos de IA – impensáveis poucos anos atrás, principalmente em um dispositivo tão pequeno.
De acordo com um dos grandes pesquisadores atuais dessa área, Antoine Blondeau, que trabalhou no desenvolvimento da Siri, a assistente de voz da Apple, os assistentes digitais regularão desde o conteúdo da geladeira (essa geladeira já existe e pode ser comprada) até o que a televisão mostrará assim que você entrar no quarto. Os automóveis não terão motoristas, e alguns bares serão atendidos por androides. Muitas profissões atuais ficarão obsoletas, segundo Blondeau. Os avanços na robótica permitirão que fábricas atuem somente com supervisores humanos (isso também já existe na verdade). Profissões com rotinas repetitivas, ou que demandam leituras e verificações exaustivas de dados, papéis e relatórios, poderão ser substituídas por softwares.
O setor de saúde também se transformará. Os pacientes vão dispor de todo seu histórico clínico, e a IA será capaz de emitir diagnósticos. A consulta com o médico será para confirmar o diagnóstico feito pela IA dos computadores, e porque o médico humano é quem estará habilitado a prescrever medicamentos. Aliás, há poucos meses, o Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, implantou a plataforma de inteligência artificial Watson, da IBM, como integrante tecnológico para identificar opções de tratamento para pacientes com câncer. Esse software de IA da IBM possui em sua base de dados (sua “memória” ou “inteligência”), mais de 15 milhões de históricos de dados médicos e evidências científicas mundiais. Com esse recurso, o médico do Mãe de Deus incluirá no sistema as informações clínicas do seu paciente, como o seu histórico e resultados de exames. Com esses dados, o software de IA auxilia o médico a definir o tratamento desse paciente. O Watson informa aos oncologistas quais são as opções de tratamento, medicamentos e possíveis efeitos colaterais. Na prática, é como se cada médico tivesse continuamente ao seu lado um colega híper experiente, apto a dar dicas precisas de todas as situações semelhantes a que esse médico está lidando com seu paciente atual, e o que aconteceu com cada paciente semelhante a partir de cada opção de tratamento realizado. É ou não uma grande ajuda aos nossos médicos?
Assim sendo, não nos assustemos. A inteligência artificial só vem para nos ajudar! Mas, claro: mantenha-se sempre atualizado, estude, a fim de não ficar para trás e parado em profissões que poderão ser substituídas por softwares e máquinas!


