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Setor calçadista tem reajuste salarial médio de 2,5% no Vale do Paranhana

Valor baixo do INPC é apontado pelos sindicalistas como entrave na negociação com entidades patronais.

REGIÃO – Sindicatos de trabalhadores nas indústrias de calçados e as categorias patronais definiram, nos últimos dias, a negociação salarial para o dissídio coletivo dos empregados. A média, entre os municípios do Vale do Paranhana, foi de aumento de 2,5%, baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), cujo acumulado para a categoria está em 2,08%.

A proposta oferecida pelo Sindicato Patronal de Parobé foi negada pelo Sindicato dos Trabalhadores na segunda-feira. Os representantes dos empresários sugeriram 2,08% de reajuste e 5% no piso. Os sapateiros querem 3% na reposição salarial. As negociações iniciadas no dia 10 de julho, com a primeira assembleia geral, devem ter desfecho em breve.

Em Taquara, não há definição do dissídio. O presidente do Sindicato dos trabalhadores na Indústria de Calçados, Silvio Kirsch, conta que a última proposta patronal foi de 2,08%. Os sapateiros também pedem 3% de reajuste no piso, mas até agora a proposta foi de 2,5%. A questão ainda não foi fechada, e uma nova reunião deverá ocorrer na próxima segunda-feira. “Neste ano, a negociação foi complicada. Os patrões estão dizendo que tem pouco serviço, mas não vejo isso. Está cada vez pior, e piorará com a Reforma Trabalhista”, alerta.

O valor baixo do INPC é apontado pelos sindicalistas como entrave na hora da negociação com os patronais. Em Igrejinha, o acordo entre as duas classes encerrou com reajuste no salário em 2,5%. O mesmo percentual foi garantido para o piso. “Não foi aquilo que nós esperávamos”, lamentou o presidente dos sapateiros, Luiz Carlos Cardoso. Já em Três Coroas, os representantes da categoria dos funcionários chegaram a 3% no aumento do piso, mas também estagnaram em 2,5% para na reposição da folha de pagamento.

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Calçados de Rolante, de acordo com o tesoureiro Paulo Ramos, também fechou acordo com os industriários em 2,5% na reposição dos salários e 5,13% de ganho para o piso. “Estava mais complicado. Por causa da crise, o setor foi muito prejudicado”, avaliou Paulo. O aumento percentual salarial foi acompanhado por Riozinho, município com o maior ganho no piso da região, com 7,68%.