Geral

Conselho Municipal de Saúde apresenta entidade interessada em assumir gestão do Hospital de Taquara

Não há definição pela saída do Instituto Vida, apenas estão sendo apresentadas entidades que têm interesse na gestão.
Ursula Garcia e Ricardo Pigatto na apresentação do trabalho do Instituto Silvio Scopel, de Cerro Branco. Vinicius Linden/Jornal Panorama

O Conselho Municipal de Saúde de Taquara teve reunião extraordinária na noite desta segunda-feira, na sede da Secretaria de Saúde. Na ocasião, foi apresentada aos conselheiros uma instituição que tem interesse em assumir a gestão do Hospital Bom Jesus, de Taquara, caso ocorra a saída do Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV), atual gestor da casa de saúde. Trata-se do Instituto Silvio Scopel – Gestão em Saúde. O trabalho da entidade foi apresentado por Ricardo Pigatto, diretor de negócios da instituição.

Segundo a presidente do Conselho, Ursula Garcia, trata-se apenas da apresentação de entidades interessadas na gestão do hospital, mas não há qualquer definição em relação à saída do Instituto Vida, uma vez que esta decisão cabe à administração de Taquara. Ursula ressaltou que o Instituto Silvio Scopel foi o primeiro a ser apresentado, mas, na próxima reunião ordinária do Conselho, membros da Cruz Vermelha, que também demonstraram interesse, também deverão apresentar a sua proposta.

Ao detalhar o trabalho da entidade, o diretor Ricardo contou que o Instituto faz a gestão de hospitais após ter decidido encerrar a manutenção do Hospital de Cerro Branco, quando chegou à conclusão de que não teria mais condições de manter a casa de saúde. Com isso, o Instituto manteve a atuação em contratos externos de gestão de casas de saúde e, desde então, já assumiu que a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Uruguaiana e o hospital de Anta Gorda. Ricardo enfatizou que o Silvio Scopel tem todos os certificados de entidade beneficente de assistência social (Cebas), documentos que asseguram a isenção de PIS e Cofins além de diversos encargos patronais incidentes sobre a folha de pagamento.

Além disso, Ricardo disse que o modelo de trabalho da instituição que representa é focado na transparência de todos os recursos, dividindo as informações com os gestores municipais, para que todos acompanhem o funcionamento do hospital. Ressaltou que, no caso de Taquara, é importante que a gestão do hospital passe a trabalhar na busca de mais recursos da chamada saúde suplementar, no caso particulares e convênios, sem depender somente do Sistema Único de Saúde (SUS). Sobre o modelo de contratação, Ricardo explicou que sua instituição já havia se apresentado anteriormente ao secretário de Saúde de Taquara, Vanderlei Petry, acrescentando que o Instituto cobra uma taxa administrativa, definida durante o contrato.

Após a apresentação, o Conselho de Saúde ainda discutiu o ofício enviado pelo prefeito de Taquara, Tito Lívio Jaeger Filho, na semana passada, em que o chefe do Executivo levantou supostos problemas na composição do órgão. A presidente Ursula informou que o Conselho já respondeu ao prefeito, refutando a hipótese de irregularidades, e ainda não recebeu uma contra-resposta. A vice-presidente do Conselho, Cristina Pereira David, ressaltou que o órgão apenas expressou a sua opinião. O secretário de Saúde, Vanderlei Petry, voltou a manifestar a contrariedade com a opinião divulgada pelo Conselho, que defendeu a saída do Instituto Vida do hospital, uma vez que, para Petry, deveria ter aguardado a audiência de conciliação da Justiça Federal.