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RGE flagra 942 casos de “gatos” em fiscalização nos municípios do Paranhana

Companhia afirma que o objetivo da fiscalização é evitar acidentes com instalações precárias e sobrecarga da rede.

A concessionária Rio Grande Energia (RGE) informou que flagrou 942 casos de irregularidades nos municípios do Vale do Paranhana entre janeiro e julho deste ano. A companhia vem realizando inspeções em sua rede a fim de detectar adulterações e conexões clandestinas, os populares gatos.

Somente em Taquara, o maior município do Vale do Paranhana, foram feitas 1.210 inspeções. Deste total, 249 apresentaram algum tipo de irregularidade. Na vizinha Parobé, técnicos da RGE encontraram 188 ligações com problemas das 850 inspecionadas. Rolante teve o maior percentual de ligações aferidas com ilegalidades: 47,1% das 631 inspeções aferidas. A RGE afirma que o foco deste programa, contínuo em todas as distribuidoras do Grupo CPFL Energia, é evitar acidentes com a população com as ligações precárias e que não observam os padrões e normas técnicas. Esse tipo de prática, além de crime tipificado no Código Penal, compromete todo o sistema de abastecimento das cidades, uma vez que pode ocasionar falhas e sobre cargas na rede.

De acordo com dados da gerência de Serviços de Recuperação de Energia da RGE, neste ano foram intensificadas as ações conjuntas com a Polícia Civil gaúcha. Todos os meses, em média, dois clientes foram flagrados e autuados em flagrante pela polícia pelo furto de energia elétrica. Mesmo que as ações policiais tenham foco principal os clientes comerciais e empresariais, as operações da RGE também abrangem os clientes residenciais, que integram a maior parcela dos clientes ativos. Segundo o gerente Alexsandro da Silva Souza, nas inspeções nas unidades consumidoras, quando há o flagrante de irregularidades, são feitos os cálculos da quantidade de energia furtada e o consumo que não passou pela medição é cobrado. “Além disso, as ações da gerência incluem o desligamento de ligações em invasões e áreas não regulamentadas pelo poder público. O modelo utilizado atualmente é tão eficiente que é uma questão e tempo para identificar quem frauda ou furta energia elétrica“, explica Souza.

Para identificar os fraudadores, além das inspeções de campo, os profissionais trabalham com o cruzamento de dados de consumo e inteligência artificial, que permitem identificar com mais precisão possíveis fraudes. Rastrear e fazer o desligamento dessas ligações clandestinas é uma questão pública. Esse procedimento evita acidentes graves e fatais. Também ajuda a evitar curtos-circuitos que afetam a rede e que, em muitos casos, provocam o desligamento e a queima de equipamentos e eletrodomésticos de toda uma vizinhança. As ligações irregulares também são responsáveis pela sobrecarga da rede de energia elétrica que deixa o sistema de distribuição mais suscetível à interrupção. “A regularização destes clientes não apenas traz cidadania para essa parcela da população, como também beneficia todos os consumidores com um serviço de melhor qualidade”, afirma Alexsandro Souza.

Diante desta realidade, a campanha “Chega de Choque” é divulgada pelo Grupo CPFL (controlador da RGE) em uma iniciativa que a alerta a população sobre os riscos do convívio inadequado com a rede elétrica e a redução dos acidentes. A campanha, que terá duração até dezembro deste ano, envolve a divulgação de conteúdos sobre segurança em rádios, Facebook e banners de internet, anúncio em jornal e carro de som. O Grupo CPFL realizará, ainda, diversas blitze pelas cidades de suas áreas de concessão, com a distribuição de folders e materiais alusivos para o engajamento da população e profissionais que trabalham na área de construção civil.

Os números das cidades

MunicípioInspeçõesIrregularidades%Clientes
Taquara1.21024920,6%30.845
Parobé85918821,9%25.229
Igrejinha56713223,3%16.915
Três Coroas2815720,3%12.795
Rolante63129747,1%11.713
Riozinho562035,7%2.696