
da instituição. Vinicius Linden/Jornal Panorama
Desde o último dia 11, o Hospital Bom Jesus está sob o comando de uma nova diretora-administrativa. Vera Martins Neto se apresentou, na semana passada, durante a reunião ordinária mensal do Conselho Municipal de Saúde e falou sobre os primeiros passos à frente da casa de saúde. Também entregou ao Conselho a prestação de contas referente aos recursos repassados pela administração de Taquara.
A nova diretora reconheceu dificuldades do hospital e, inclusive, débitos financeiros com fornecedores e profissionais da saúde, como os médicos. Ressaltou que o pagamento dos funcionários está em dia e que, com relação às dívidas, está contatando a todos os fornecedores e procurando acertar a quitação com base em negociação. Citou que, com relação aos valores ainda devidos aos médicos, o hospital formalizou proposta e aguarda resposta da categoria. Panorama teve acesso à proposta oferecida pelo Instituto Vida, que quer pagar parcelado o valor devido aos médicos, até agosto de 2018.
Vera confirmou que, atualmente, os serviços de urgência e emergência têm sido mantidos pelos médicos, mas os procedimentos eletivos estão suspensos. A diretora manifestou preocupação com este fato, devido à redução de produção do hospital, que poderia acarretar cortes nos recursos repassados pelo governo do Estado. Vera acrescentou que, hoje, o abastecimento dos medicamentos está em dia e reforçou que está tomando medidas para melhorar o acolhimento do hospital, em reuniões com todas as equipes. Citou a necessidade de melhorar a imagem do hospital junto à comunidade.
O médico Paulo Morasutti, presente à reunião, enfatizou que os médicos estão cumprindo o acordo firmado de manter as urgências e emergências, mas disse que a situação, que levou à suspensão dos procedimentos eletivos, não se criou nos últimos meses. Segundo ele, trata-se de problemas que vêm se arrastando desde que o Instituto Vida assumiu o hospital, principalmente a falta de condições para o trabalho médico, o que foi o fator preponderante para a decisão de suspender os serviços. Morasutti ainda criticou prática do hospital de contratar médicos via empresas, tendo custo mais alto, quando poderia buscar estes profissionais no corpo clínico local.
Matéria publicada na edição impressa de 29 de setembro.


