
TAQUARA – Desde os nove anos, a taquarense Lara Scüller, conhecida como Robinha Gaúcha, nutre um objetivo: entrar para o Guiness Book. A técnica em fazer embaixadinhas é o recorde a ser batido pela atleta, que já ficou mais de 12 horas praticando. Foram duas vezes que bateu essa meta, em 2011 e 2014. Já bastaria para superar o atual recorde, de 8h22min, mas Lara precisa comprovar a façanha. Para isso, está buscando apoio no seu projeto de inscrever o seu recorde no livro mundial.
Lara conta que, com o tempo, desde que começou a praticar, foi evoluindo no esporte. Com 15 anos, começou a ir atrás de formas de bater o recorde mundial. Atualmente com 22 anos, Lara treina em Porto Alegre semanalmente. Tem aulas com a preparadora física do Inter, Suellen Ramos, e treinamento funcional em uma academia da Capital. Também tem apoio de empresas locais na área de nutrição para assegurar os bons resultados.
De acordo com Lara, o atual recorde nas embaixadinhas também é de uma atleta gaúcha, Cláudia Martin, que ficou as 8h22min praticando o esporte. Como já fez mais de 12 horas por duas ocasiões, Lara acredita que consegue bater a meta, mas precisa conseguir formas de viabilizar o acompanhamento pela equipe do Guinness, o livro dos recordes. “É um processo caro e que necessita de apoio”, ressaltou a taquarense.
Segundo Lara, existem duas formas de comprovar a meta batida. Uma delas é chamando a equipe de juízes do Guinness, muito cara. A outra é a que está sendo estudada pela equipe que acompanha a taquarense, de filmagem de todo o processo. Para ser mais fácil a comprovação, o ideal, segundo Lara, era fazer a transmissão ao vivo por algum dos dispositivos atuais. Com isso, ficaria comprovado o tempo de duração das embaixadinhas. Mas, esse procedimento é mais caro e, por enquanto, a atleta está buscando apenas assegurar a filmagem, que já seria um meio de comprovação a ser encaminhado ao Guinness.
Para tanto, Lara procura apoiadores que possam auxiliar na meta de conseguir comprovar este feito. Interessados podem ajudar de várias formas, principalmente com os patrocínios, uma vez que, além dos custos de filmagem, há outros envolvidos, como da cronometragem, que precisa ser a mesma das provas de atletismo. “Estou me virando atualmente como posso, custeando os treinamentos com os recursos que conquistei em uma rifa comercializada”, contou Lara.
A atleta treina a maior parte da semana em Porto Alegre e vem para Taquara em vários momentos, mas reside a maior parte do tempo em Canoas, onde trabalha a sua preparadora física, que também é técnica do time de futebol de salão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Lara ressalta a importância de que toda a documentação seja encaminhada ao Guinness de forma a ser homologada, cumprindo as exigências da equipe do livro. Após a filmagem, Lara disse que demora cerca de seis meses para obter o certificado de que o recorde mundial foi batido.



