Do meu Cinicário – Às belas jovens que, com desdém, empinam o nariz e me viram o rosto, eu rogo uma praga: logo, não mais farão isso; o tempo me vingará!
Este é o segundo (e último, podem ficar tranquilos) exemplar da minha rápida pesquisa na coleção de tuíteres publicados à guisa de introdução desta coluna. Como lhes disse na última sexta-feira, parei de usar o programa Twitter por alguns motivos. O mais importante, não nego – ninguém acreditaria mesmo –, foi a inveja ao descobrir alguns usuários com quase 30 milhões de seguidores cada um e eu, apenas, 91. Mas, claro, houve mais motivos e dois deles, definitivamente, selaram o divórcio. Um, foi eu não entender bem a utilidade do programa; não vi vantagem sobre o Facebook, por exemplo (como não distingo a serventia de outros programas de redes sociais – logo inúteis para mim). O outro incomodava muito: não poder reeditar o texto depois de publicado, principalmente, porque sempre numerei meus tuíteres.
Por outro lado, a grande sacada do Twitter é o limite de caracteres nas postagens, obrigando-nos à concisão. Foi o que fiz! E, aí, temos o Cinicário. Mantive o máximo de 140 caracteres. Interessam-me leitores, não seguidores. Nisto, podem acreditar.
Dada as devidas explicações, passemos a alguns tuíteres publicados na coluna. Divirtam-se!
(251) Aos valorosos defensores da natureza que dizem que o homem invadiu o espaço dos animais, pergunto: e qual é o espaço do ser humano?
(336) O negócio é ser mau. É um ato de sobrevivência. Todos já ouviram dizer que coisa ruim não morre.
(341) Descobri uma coisa terrível: não temos nada em comum. Nem amigos no Facebook!
(348) A ignorância é mãe da maldade.
(354) Existe um lugar em que todos se amam, esquecendo as diferenças de sexo, raça, religião, orientação sexual. Chama-se MOTEL.
(357) Perco um amigo, mas não perco a piada. É que piada é muito difícil de encontrar!
(362) Triste pedagogia matemática: ensinar o binômio de Newton a quem não sabe a diferença entre “número” e “algarismo”.
(377) Intelectuais e governantes defensores dos pobres, mas que não vivem na pobreza! Humm! Isto tem cheiro de pilantragem.
(386) Quem diz “cada caso é um caso”, está pronto para criar caso.
(387) Quanto mais velho fico, mais me pareço com o vinho. Só não sei se estou melhor ou virando vinagre.
(398) O fim de um amor é mais dolorido na remoção das tatuagens.
(416) Qualquer comida é “saudável”. Esqueça classificações do tipo “porcaria”. Se você parar de comer sua saúde vai pro brejo.
Agora o começo da leitura é o Cinicário. Gostaria que gostassem!


