Cultura e Lazer

Vida de soberana da Oktoberfest exige dedicação: os bastidores do reinado de Stephanie, Dominique e Vanessa

Muito trabalho envolve as atividades da do trio que representa a festa igrejinhense.

Um ano inteiro de atividades! Assim é a rotina desde que, em maio, são escolhidas as soberanas da Oktoberfest de Igrejinha. Neste ano, a tarefa está com a rainha Stephanie Braz da Silva, 20 anos, e as princesas Dominique Franciele Santos da Silva, 21, e Vanessa Cardozo de Lima, 21. No último dia 19, em cima de um trio elétrico, elas enfrentaram o momento que deu início à trajetória da festa, com a carreata do chope. Das 13 horas até as 21 horas, passaram por municípios dos vales do Sinos e Paranhana, convidando a comunidade a visitar a Oktober. Na chegada em Igrejinha, não foi possível segurar as lágrimas, com a multidão na Rua Coberta da Praça Dona Luísa. Mas a Oktober não parou por aí!

Dia seguinte, sexta-feira, 20 de outubro, data em que a Oktoberfest iniciou. Às 6 horas da manhã, as soberanas estavam a postos para o primeiro compromisso oficial, a alvorada festiva, que anuncia o começo da festa de outubro. Só três horas depois, davam sequência à maratona de divulgação da festa, com uma entrevista no programa Painel 1490, da Rádio Taquara. Na ocasião, contaram o quanto é exigente a tarefa de ser soberana da Oktoberfest. Desde que foram eleitas, tiveram poucos finais de semana livres. Percorreram o Rio Grande do Sul para divulgar o evento, conheceram dezenas de festas. Em todas, o desafio de convidar as pessoas e divulgar as atrações e diferenciais da Oktoberfest. Perguntadas sobre as melhores festas que visitaram, não titubearam: “as que tinham as melhores comidas”, revelaram, de forma unânime, as três soberanas.

A sexta-feira, porém, ainda reservava outros momentos. Emocionadas, elas fizeram um discurso com trechos em alemão na solenidade de abertura oficial, resultado de uma preparação com professora. Enalteceram o Jubileu de Pérola da Oktoberfest, marcando os 30 anos de festa, com a lembrança sobre a importância do voluntariado e da história da Oktober, que começou pequena em 1988. “Desejamos que sejamos todas as mais lindas pérolas dessa festa”, disse Stephanie. Ainda na entrevista à Rádio Taquara, as soberanas tinham contado que a paixão pela Oktoberfest é o grande diferencial que motiva a comunidade de Igrejinha a se mobilizar de forma voluntária. As três, aliás, são voluntárias da Oktober há vários anos.

Também no primeiro dia, assistiram ao começo do show em cima do palco. “Ver o parque cheio nos emocionou inúmeras vezes. A emoção foi tanta lá de cima, que nos abraçamos e algumas lágrimas rolaram. De lá podí- amos ver que todo o esforço e dedicação de todos os meses de divulgações valeram a pena. O mesmo se estendeu pelo sábado e domingo, onde tentamos ficar o máximo de tempo acolhendo os visitantes e tirando fotos”, contaram ao Panorama as soberanas. Segundo elas, acompanharam toda a programação do evento e estiveram presentes em todos os momentos oficiais.

Mas, pra quem pensa que vida de soberana é só glamour, as três contam que é diferente. “Ficar o dia todo trajadas é um pouco desconfortável, pelo peso dos vestidos e da coroa, que não temos como tirar, porque é costurada. O cansaço vamos levando. Sentimos dor nos pés e, para dar uma aliviada, sentamos e passamos spray e pomadas. Isso já nos renova para continuar a diversão junto com os visitantes”, contam as soberanas. “O mais recompensador é a troca de carinhos com o público. Ouvir deles que estão gostando muito da festa ou que o sonho deles era tirar uma foto com as soberanas, pra nós, não tem preço. Então, vamos, sim, estar lá embaixo fazendo o que mais gostamos: muita festa!”, anunciaram, com a disposição para receber os visitantes nos últimos dias do evento.

Um dos momentos de descanso do trio. Divulgação