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Grupo de manifestantes faz protesto na Câmara sobre situação do Hospital de Taquara

Pedido foi de "salvação do Hospital Bom Jesus".
Cartazes pedindo a saída do Instituto Vida foram expostos por manifestantes. Vinicius Linden/Jornal Panorama

A sessão semanal da Câmara de Vereadores de Taquara, nesta segunda-feira, foi marcada pela participação de um grupo de manifestantes que tratou da questão do Hospital Bom Jesus. Nos cartazes, o pedido de “salvação” do hospital, com a reivindicação de saída do Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV) da gestão da casa de saúde.

Um dos participantes do protesto, Maurício Souza Rosa, informou ao Jornal Panorama que a manifestação foi de usuários do hospital, principalmente, dos serviços de oncologia (casos de câncer), bem como funcionários da clínica responsável por este serviço.

Um grupo de manifestantes conversou com a reportagem da Rádio Taquara durante o protesto. Adriana da Rosa, Fabiane Silva, Emanuele Pereira Gomes e Danúbia Ferreira dos Santos disseram que a intenção da manifestação é obter esclarecimentos sobre a administração do Hospital, principalmente o destino dos recursos que estão vindo para a casa de saúde. Acrescentaram que há problemas como falta de médicos e, na área de oncologia, especialistas que antes atuavam no hospital hoje não estão mais no setor.

As vereadoras Sirlei Silveira (PTB) e Carmem Kirsch (PTB) se manifestaram a respeito do protesto durante a sessão ordinária. Silveira lembrou que o caso já está sendo tratado pelo Ministério Público, que chegou a acionar na Justiça e, posteriormente, foi criado um Conselho de Acompanhamento de Gestão do Hospital de Taquara. Sirlei disse ser testemunha de que este conselho está se reunindo semanalmente na Câmara, produzindo relatórios e analisando a documentação relacionada à casa de saúde.

A vereadora Carmem disse que é preciso trabalhar para manter o hospital aberto e também manifestou o entendimento de que, se houver coisas erradas, a Justiça prestará contas através do trabalho do Conselho de Acompanhamento de Gestão. No mesmo sentido, o vereador Levi Metanoya (PTB) lembrou que o Ministério Público está cuidando da questão do hospital, além de outros órgãos, como o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers). Levi ainda reclamou da constante divulgação do que chamou de “meias verdades” sobre o hospital e ressaltou que a Câmara tem atuado, dentro de suas competências, na área, com órgãos como a Comissão de Saúde do Legislativo.

Grupo chegou a ficar de costas para o pronunciamento de vereadores. Vinicius Linden/Jornal Panorama