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Polícia Civil desarticula quadrilha com ramificações em Taquara e bloqueia R$ 11 milhões

Mulher do chefe da facção tem imóveis na cidade

Uma operação desencadeada nesta quinta-feira (16), e batizada de Quebra-Cabeça, efetuou a apreensão de bens de uma facção criminosa com atuação no Rio Grande do Sul e retirou do grupo, até o momento, um total de R$ 11 milhões. São 32 imóveis sequestrados, como casas, apartamentos, estacionamentos e supermercados na Região Metropolitana e Litoral, 31 veículos e R$ 757 mil já bloqueados em contas bancárias. Estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão em Porto Alegre, Gravataí, Viamão, Cachoeirinha e Taquara. Até às 7h, quatro pessoas haviam sido presas.

Como “cabeça” do esquema está Jackson Rodrigues Peixoto, o Nego Jackson, de 34 anos. Considerado um dos principais distribuidores de drogas do Estado, ele foi preso em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, em Janeiro. Atualmente, está recolhido ao Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia, sob proteção de aliados da facção carioca Comando Vermelho.

Uma das peças fundamentais para o sucesso dos negócios se trata de Pâmela Monteiro Pereira, de 30 anos, mulher de Jackson. Ela tem um apartamento em Taquara, e tratava pessoalmente da compra e transferência de imóveis e de veículos e até de reformas para valorizar casas e apartamentos. Também era comum ela pedir que colaboradores arrumassem “um nome para queimar”, ou seja, nome de uma pessoa que seria usada como “laranja” para ser proprietária de bens da quadrilha. No local, foram apreendidos dinheiro, joias relógios e celulares.

Pâmela foi presa na noite de quarta-feira (15) quando se preparava para embarcar no aeroporto Salgado Filho para Porto Velho para visitar Jackson na prisão.

Imagens: Polícia Civil