Educação

Alunos da Marechal Cândido Rondon em atividades sobre consciência negra

TRÊS COROAS – Falar sobre a cultura, representatividade e outras questões envolvendo o negro esteve presente no dia a dia
Depois de preparados, hora de provar os práticos típicos africanos

TRÊS COROAS – Falar sobre a cultura, representatividade e outras questões envolvendo o negro esteve presente no dia a dia dos estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Marechal Cândido Rondon nas últimas semanas. Através do incentivo da professora de língua portuguesa Viviane Pereira, os alunos assistiram a palestras e produziram trabalhos envolvendo a criatividade e a pesquisa.

O projeto começou no início do mês com a leitura do livro juvenil “Contos ao redor da fogueira”, de Rogerio Andrade Barbosa. A partir disto, os estudantes foram provocados a fazer a releitura dos textos e apresentar na próxima semana, seja em forma de teatro, música ou literatura. A professora taquarense Maria Solange Benck esteve no educandário para conversar sobre a história da África, falando de aspectos culturais, como costumes, religião, comidas típicas, migração.

Para marcar ainda mais a vivência dos alunos no projeto, Viviane conta que os consultou, a fim de descobrir o que desejavam fazer de atividade. A sugestão de preparar pratos típicos de matriz africana mexeu com a imaginação e o ânimo dos estudantes. Divididos em grupos, os 22 jovens pesquisaram receitas e modos de preparo, e, os próprios, montaram as refeições. Algumas são de alimentos familiares ao brasileiro, como o cuscuz. Mas, também apresentaram o bobotie – mistura de vários temperos com carne e legumes, popular no sul do continente – e arroz jollof – com ervilha, vagem, uva passa, mais consumido no oeste africano.

Outra presença para compartilhar experiências foi da professora Elenise Oliveira, que esteve em Moçambique no ano passado, onde realizou um projeto voluntariado. A missão dela foi colaborar para a capacitação de 25 professores do vilarejo de Munguluni. A pedagoga lembrou momentos do trabalho social e da vida daquela população. Os alunos doaram livros infantis e juvenis, entregues a Elenise, que os repassará quando ela voltar à África. “Todas essas atividades farão com que eles [os estudantes] reflitam sobre o assunto. É a partir deles que as coisas mudam”, acrescentou Viviane.