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Prefeitura estuda reforma ou transferência de base do Samu

Medida se deve em razão de apontamentos feitos pelo Estado

Atualmente funcionando junto ao Hos­pital Bom Jesus, a unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Taquara poderá ter uma transferência de sua sede. A medida será tomada pela administração de Taquara se não for possível efetuar uma reforma no atual local, conforme exigências feitas pelo governo do Estado. As medidas estão sendo trata­das pela Secretaria Munici­pal de Saúde com o Estado, que fez vistoria em Taquara.

Petry diz que Estado deve R$ 1,5 milhão à Prefeitura relativo ao Samu

Segundo o secretário Vanderlei Petry, já acon­teceu uma reunião com o governo, no final de agosto, em que foram tratadas as pendências do Samu. Além disso, vereadores estão se integrando à mobilização para garantir as melhorias ao serviço. Mesmo com as exigências do Estado, Petry assegurou que não há risco de o Samu deixar de aten­der em Taquara, uma vez que, segundo ele, este é um programa gerenciado em três níveis, tendo também a participação do governo federal e da própria Prefei­tura.

Petry disse que alguns dos apontamentos já foram regularizados, principal­mente aqueles relaciona­dos à estrutura de cotidiano e computadores. Mesmo assim, o governo fez exigên­cias relacionadas à estrutu­ra física da sede. Segundo o secretário, a Prefeitura está avaliando a possibili­dade destas reformas ou a eventual transferência da base do Samu. Uma das hi­póteses levantadas é levar o serviço para o antigo prédio da Calçados Beira Rio, no bairro Santa Teresinha, local onde a administração muni­cipal também cogita, con­forme projeto já revelado meses atrás, alocar o Cor­po de Bombeiros. Mesmo assim, Petry reforçou que este é um projeto ainda em negociação, que deve ser definido até a metade de outubro, prazo dado pelo governo gaúcho.

O secretário enfatizou que o hospital não terá per­da de recursos se a base do Samu deixar a casa de saúde. Isso porque o fun­cionamento do serviço não está vinculado ao hospital, apenas a sua base fica jun­to ao Bom Jesus. O hospital perderia recursos se dei­xasse de prestar serviços ao Samu, o que não seria o caso, uma vez que os pa­cientes continuariam sen­do atendidos em Taquara. Petry ainda destacou que o governo gaúcho deve à Pre­feitura, somente referente ao Samu, cerca de R$ 1,5 milhão desde 2014.