Caixa Postal 59
Esta postagem foi publicada em 22 de junho de 2012 e está arquivada em Caixa Postal 59.

A conta dos usuários

Quem precisou viajar para outra cidade e teve que sair ou chegar em Taquara nesta semana se surpreendeu com uma cena que beira o absurdo. De uma rodoviária exemplar, inaugurada em 2009, os usuários simplesmente tiveram que esperar os ônibus numa parada transformada em boxes. Símbolo de que a intransigência de todos os lados envolvidos nas negociações para melhorias no entorno do terminal não levou a lugar algum, apenas prejudicou a comunidade que precisa dos serviços da estação rodoviária.
Não é de hoje que toda a situação da rodoviária é polêmica em Taquara. Moradores do entorno se ressentem desde que a rodoviária foi para lá dos problemas causados pelo terminal, assim como os próprios usuários, devido a algumas dificuldades. O problema é que, todas as vezes que os problemas começaram a ser discutidos para buscar a sua solução, o impasse ficou na intransigência dos envolvidos na discussão. A hora é de concessionária, proprietários do prédio e, principalmente, o poder público unirem esforços para que cenas como a desta semana não venham a se repetir.
Um sopro de esperança para a solução dos entraves da rodoviária veio com o asfaltamento do entorno do terminal, conseguido através de um esforço junto à Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano (Metroplan). A obra, que começou pela rua João Bayer, estacionou no trecho da rua Anita Garibaldi justamente defronte ao terminal rodoviário. Descobriu-se agora que será necessário fazer ali naquele local uma escavação maior do que a inicialmente prevista, tendo em vista que o ponto sofre com alagamentos há muito tempo. Diante da nova necessidade, aguarda-se que a Metroplan autorize um termo aditivo ao convênio já assinado, liberando mais recursos para que Taquara consiga fazer frente à nova necessidade de investimento. O que chama a atenção, porém, é que essa escavação maior que se verificou necessária agora não deveria ter sido identificada antes de o projeto ser colocado em prática? Não é de se admitir que um asfaltamento esteja pronto em algumas ruas e pare depois por problemas de projetos do poder público.
No tocante às ruas que estavam servindo como saída aos ônibus da rodoviária, também é preciso esclarecer que faltou em manutenção o poder público, uma vez que os buracos que se formaram poderiam ter sido consertados rotineiramente, para evitar transtornos como os desta semana. Os consertos começaram apenas na quarta-feira e vão demorar mais alguns dias para ficar prontos. Espera-se que os problemas verificados atualmente sirvam como exemplo para situações que não devem se repetir. Sem esquecer que a sociedade, usuária do serviço público da rodoviária, também precisa cobrar a eficiência de todos os envolvidos para o bom funcionamento do terminal.

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