
A Secretaria da Mulher de Parobé realizou, neste sábado (9), uma blitz de conscientização sobre o combate à violência contra a mulher. A atividade ocorreu das 9h às 11h, na Praça 1º de Maio, e integrou a campanha Agosto Lilás, que reforça a importância da prevenção e do enfrentamento à violência doméstica e familiar.
Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e promovido diálogo com a comunidade sobre formas de denúncia e de apoio às vítimas. Segundo a secretária de Políticas para Mulheres, Ana Elisa de Lima, o objetivo foi “conscientizar e educar a população sobre a violência contra a mulher”, abordando um tema recorrente no país.
“Hoje, nós reconhecemos cinco tipos de violência: física, psicológica, sexual, patrimonial e financeira. Durante a blitz, conversamos e orientamos a sociedade sobre cada um deles”, afirmou.
Ela destacou que, além das agressões físicas, a violência psicológica é a mais comum no município, e muitas vezes não é denunciada.
“Pode se manifestar por chantagem emocional, ameaças, controle sobre a roupa que a mulher usa, fiscalização do telefone, desvalorização do que ela diz. Geralmente, é o parceiro quem exerce esse controle e essa desvalorização”.
De acordo com dados da Secretaria, até julho deste ano, Parobé registra 80 casos de ameaça, 56 casos de lesão corporal e um feminicídio.
A secretária explicou que a abordagem com as mulheres é feita tanto em ações de rua quanto por meio de materiais informativos, como folders, e com apoio de grupos da Secretaria de Saúde, Assistência Social e associações de idosos do município.
“Quando recebemos uma denúncia, vamos até a rua e à casa dessa mulher. Qualquer pessoa pode denunciar pelo telefone 180, que é nacional, gratuito e anônimo. A denúncia chega até nós, e então sabemos como agir para chegar até você, mulher”.
No Brasil, segundo dados atualizados, uma mulher é vítima de violência doméstica a cada dois minutos. A campanha nacional do Agosto Lilás tem como foco informar, proteger e convocar a sociedade à responsabilidade coletiva, com especial atenção às mulheres em situação de violência. A mobilização busca ampliar o conhecimento sobre os direitos garantidos pela legislação, os canais de denúncia e os serviços especializados de atendimento.
Os tipos de violência
Segundo a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), os cinco tipos de violência contra a mulher são:
- Violência física – qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal da mulher, como empurrões, socos, tapas, chutes, queimaduras, entre outros.
- Violência psicológica – ações que causem dano emocional e diminuição da autoestima ou que prejudiquem e perturbem o pleno desenvolvimento da mulher, como ameaças, humilhações, isolamento, chantagens e controle.
- Violência sexual – qualquer conduta que constranja a mulher a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça ou uso da força; inclui impedir o uso de contraceptivos ou forçar a gravidez.
- Violência patrimonial – retenção, subtração, destruição parcial ou total de bens, documentos pessoais, instrumentos de trabalho, valores e direitos da mulher.
- Violência moral – condutas que configurem calúnia, difamação ou injúria contra a mulher.


