Como ando meio triste, preocupada com problema de saúde da minha mãe, já faz algum tempo que não experimento aquela sensação de leveza que por muito tempo me acompanhou; quase a vida toda, afinal! De forma que não tenho muito do que me queixar. Em meio à apreensão, tenho que ser grata e me sentir feliz por poder dar assistência à minha mãe, por ela estar internada num bom hospital, por ela ter acesso à moderna medicina, pelos familiares e amigos com que conto para me ajudar.
Como tenho vivido esta apreensão, normalmente adormeço enfrentando certa tensão, acordo na madrugada, perco o sono, e pela manhã desperto com o primeiro pensamento em minha mãe. Por tudo isso, também não tenho tido sonhos muito prazerosos. Mas esta semana houve uma exceção. Acordei tendo recém sonhado que minha filha vivia um momento de muita felicidade pessoal, e que ela me havia relatado sobre esta experiência. A sensação de plenitude que o sonho me proporcionou fez de meu acordar algo muito intenso, uma alegria palpável, que durou por um bom tempo e temperou meu dia com a crença de que tudo fica bem quando nossos queridos estão bem. E se é assim, cabe a nós zelarmos pelo bem estar de nossos familiares, porque dele também depende a nossa felicidade.
Pode ser que nem todos pensem assim, mas acredito que a maioria compartilhe deste sentimento que temos pelos familiares, pelos amigos queridos, pelos colegas de trabalho que tornam mais leves nossos desafios do dia a dia.
Se isto é um fato, devemos ter consciência de que as pessoas que não conhecemos também têm familiares e amigos cuja felicidade depende de que estes estranhos (para nós) estejam bem.
Por isto, acho por demais descabidas as ofensas que se disseminam gratuitamente nas redes sociais. Pessoas que agridem estranhos com as mais rudes palavras e acusações, só porque têm pensamentos diferentes. Sem falar nas imputações degradantes que são feitas aos desafetos, utilizando perfis falsos, ou invadindo contas alheias.
Gostaria que estas pessoas também vivessem a experiência de acordar de um sonho, sentindo prazer na felicidade alheia – de um familiar, de um amigo, de um colega… Ou mesmo de um total estranho!


