Polícia

Preso desde janeiro, acusado de pedofilia em Taquara recebe novo mandado de prisão preventiva por estupro de criança

Homem de 36 anos foi alvo de nova ordem judicial enquanto já se encontrava detido por armazenar vasto material de pornografia infantil

A Polícia Civil de Taquara cumpriu, nesta terça-feira (1º/4), um novo mandado de prisão preventiva contra um homem de 36 anos, que já estava preso desde janeiro por armazenamento de material pornográfico infantil. A nova ordem judicial, expedida pela 1ª Vara de Garantias de Porto Alegre, é motivada por uma acusação de estupro de vulnerável, envolvendo uma criança de 13 anos. Com isso, mesmo que o investigado fosse eventualmente solto pela acusação anterior, ele seguirá detido por conta do novo mandado.

O delegado Valeriano Garcia Neto, responsável pelo caso, detalhou que a investigação teve início no dia 21 de janeiro, quando o homem foi preso em flagrante por armazenar material de pornografia infantil. A prisão ocorreu durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, com apoio do Instituto Geral de Perícias (IGP), que analisou parte do conteúdo ainda no local e emitiu laudo preliminar que embasou a prisão. À época, o homem foi preso em sua loja, em Taquara.

Após perícia detalhada nos dispositivos eletrônicos apreendidos, a Polícia identificou 750 pastas com conteúdo de pornografia infantil. Dentro de uma delas, foi localizado um vídeo que mostra o abuso sexual de uma criança de 13 anos. Segundo o delegado, o homem teria gravado o ato, consumado após anos de extorsão contra a vítima, que inicialmente era forçada a produzir e enviar material pornográfico sob ameaças. “Anteriormente, este suspeito, durante anos, exigiu material pornográfico infantil desta vítima, que, sob ameaças, produzia e enviava o conteúdo. Até que, em determinada data, exigiu, mediante novas ameaças, um encontro e consumou o ato fisicamente”, afirmou o delegado Valeriano.

A investigação indica que o suspeito utilizava perfis falsos em redes sociais, geralmente se passando por meninas, para se aproximar de adolescentes entre 8 e 13 anos. Após estabelecer vínculos de confiança, passava a exigir imagens íntimas. Quando as vítimas se negavam a enviar novos conteúdos, ele passava a ameaçá-las, direcionando inclusive poses e ângulos das imagens solicitadas.

A maioria das vítimas identificadas até agora reside em municípios do Vale do Paranhana. Por isso, a Polícia Civil reforça o alerta a pais e responsáveis sobre a importância de supervisionar a atividade de crianças e adolescentes na internet. A investigação e o processo judicial tramitam sob sigilo, com preservação da identidade das vítimas.