Polícia

Advogado defende inocência de pai das gêmeas mortas em Igrejinha

O advogado Fábio Fischer destaca investigações minuciosas da Polícia Civil e se manifesta sobre a denúncia contra a mãe das crianças.
Fábio Fischer concedeu entrevista ao programa Painel, da Rádio Taquara. Foto: Vinicius Linden

Em entrevista à Rádio Taquara, nesta terça-feira (28/1), Fábio Fischer, advogado de Michel Persival Pereira e que está se habilitando como assistente de acusação no caso da morte das meninas gêmeas que chocou Igrejinha, destacou a inocência de seu cliente. Michel é pai das gêmeas que faleceram em outubro de 2024, e a mãe das crianças, Gisele Beatriz Dias, está sendo formalmente acusada pelos crimes.

Fischer enfatizou que Michel foi alvo de uma investigação minuciosa e exaustiva conduzida pela Polícia Civil, que incluiu familiares, vizinhos e outras pessoas próximas ao casal. “Michel não só foi investigado, como a perícia descartou qualquer envolvimento dele. A hipótese de que a compra de veneno de rato por ele pudesse ter ligação com os crimes é absurda, porque a substância comprada foi considerada incapaz de causar as mortes”, afirmou.

Ainda segundo o advogado, a atuação de Michel em momentos cruciais reforça sua inocência. “No caso da primeira filha, ele a levou ao hospital rapidamente. No segundo caso, ele chamou os bombeiros, mas infelizmente já era tarde. Isso não condiz com a conduta de alguém que pudesse ter contribuído para as tragédias”, destacou Fischer.

A denúncia contra Gisele já foi aceita pela Justiça, e a acusada responde pelos crimes em prisão preventiva. Fischer explicou que, mesmo sem um laudo conclusivo sobre a substância utilizada nos envenenamentos, a materialidade dos fatos está comprovada por outros elementos do inquérito.

“É importante esclarecer que a ausência do laudo definitivo não compromete o processo. A robustez das investigações foi suficiente para que o Ministério Público apresentasse a denúncia e a Justiça decretasse a prisão preventiva de Gisele”, disse Fischer.

O próximo passo será a realização de audiências para ouvir testemunhas e coletar mais provas. O advogado revelou que o caso envolve dezenas de testemunhas e que o procedimento pode ser longo, com possibilidade de julgamento por júri popular.

Dor e desejo de justiça

Fischer também relatou o impacto emocional da situação para Michel, que ainda enfrenta o luto pela perda das filhas e o peso das acusações contra a ex-companheira. “Michel vivencia uma dor imensurável, mas está focado em buscar justiça para as filhas. Ele acredita no trabalho da Polícia Civil, do Ministério Público e da Justiça”, afirmou o advogado.

Além disso, Fischer rebateu insinuações de que Michel poderia ter percebido riscos nas atitudes de Gisele. Ele destacou que, apesar de Michel relatar certa indiferença da mãe em relação às crianças, ele nunca imaginou que isso pudesse levar a um ato tão grave.

Fischer elogiou o trabalho da Polícia Civil, que classificou como “minucioso e exemplar”, e reafirmou a confiança no desfecho judicial. “Estamos acompanhando o processo de forma vigilante e com total confiança de que a verdade será esclarecida”, concluiu.