A Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre cumpre, na manhã desta quinta-feira (27), mandados de busca e apreensão em residências de Ivoti e na Secretaria de Saúde de Taquara. A Operação F5 investiga a inserção de informações falsas no sistema de marcação de consultas no Sistema Único de Saúde (SUS) em Taquara, de pacientes residentes em Ivoti, com o objetivo de agilizar o atendimento em unidades hospitalares da Capital, além do crime de associação criminosa.
As investigações mapearam 11 casos de pacientes moradores de Ivoti que, por intermédio da prefeita eleita da cidade, Maria de Lourdes Bauermann, bem como uma intermediária que atuava no esquema e uma servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Taquara, conseguiram o agendamento de consultas médicas em tempo recorde. A estratégia era cadastrar as pessoas como moradoras de endereços inexistentes em Taquara. Um dos casos foi referente a cirurgias plásticas nas pálpebras e no nariz, outra de consulta oftalmológica agendadas para apenas 16 dias depois da marcação (a espera, em regra, é superior a um ano), além de uma consulta com oncologista marcada para 15 dias depois da inserção no sistema.
Os trabalhos são dirigidos pelo promotor de Justiça Flávio Duarte, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).


