Perfil

ALESSANDRO MARQUES

Músico e produtor musical, Alessandro está com 42 anos. Ele é formado em música pela UFRGS, com ênfase em violão, e reside em Três Coroas, cidade onde nasceu. É casado com Micheli Tomazoni Marques e filho do casal Alvaci Marques e Marlise Marques.

Conte sobre sua história: Sempre fui apaixonado por futebol, pois meu pai era jogador, mas com dois anos sofri um acidente doméstico e perdi a visão do olho esquerdo. Aos 11, um especialista me disse que não recuperaria a visão daquele olho, e sugeriu a minha mãe que eu parasse de fazer exercícios com contato físico brusco, mas eu jogava escondido. Para tentar mudar meu fascínio pelo futebol, minha mãe me presenteou com um violão quando eu tinha 15 anos. E ela conseguiu!

E sua trajetória profissional, como foi? Eu sempre soube o que queria: aprender a tocar, ter uma banda, ter um disco e me apresentar ao vivo. Focado nisto, comecei a tocar sozinho em casa obsessivamente. As coisas começaram a aquecer quando fui assistir a um show da banda de metal Althar e, com a falta dos dois guitarristas no ensaio, o Gustavo dos Santos e o Vinicio Petry me pediram para fazer algo na guitarra. Foi a primeira vez que peguei em uma guitarra, e na semana seguinte me ligaram dizendo que me queriam na banda. A partir daí foram vários trabalhos: Althar, Çalhere, Moa, Father’s Face, Metal e Horror (um projeto de música instrumental), Sentences From Beyond e Staut. Além de produzir e participar de vários outros trabalhos em estúdio e ao vivo.

Além de músico, você também é produtor. Como isso aconteceu?Sempre toquei sons mais pesados e percebi que se não tomasse uma atitude não teria o lançamento das minhas produções autorais com a velocidade que eu precisava. Recebi o convite do meu então colega, Augusto Seimetz, para abrir um estúdio. Gravávamos de tudo: de bandas de baile até grupos de capoeira, umbanda e voz pra tele-sexo. A bagagem destes anos de trabalho e os períodos em que testava sonoridades me renderam habilidade suficiente para chegar a qualidade que eu esperava para minhas produções. Isso, por consequência, acabou conduzindo até mim dezenas de artistas que queriam o mesmo resultado. Aí comecei a produzir trabalhos de outras bandas.

Como você se define?Muito tímido, perfeccionista e ansioso. Minha mente é uma produtora incansável de idéias, às vezes, até eu mesmo canso de ouví-las, mas não posso reclamar disso não.

O que lhe tira do sério? O egoísmo das pessoas.

Qual seu hobby? Assistir filmes, seriados, shows e apreciar cervejas especiais com a Micheli e amigos queridos. Também gosto de brincar das coisas mais malucas possíveis com meus sobrinhos.

Do que você se orgulha? De ter encontrado a Micheli, o amor da minha vida, há quase 20 anos atrás, e de ter imediatamente dito para ela que seria para sempre. Fui atrevido, mas estava certo.

Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: “Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor… Magoar alguém é terrível!” – Chico Xavier. Além disso, que todos continuem ouvindo e produzindo música autoral, pois o futuro da música está em suas mãos e ouvidos.