Quais são as lembranças marcantes e conquistas que você destacaria na vida? Minha infância não foi das melhores. Vim de uma família desestruturada tendo crescido com maus exemplos por todos os lados, porém, sempre busquei o caminho inverso, trabalhando desde cedo, buscando aprender com cada tombo e me reerguendo cada vez mais forte. Hoje, graças a Deus, além de ser reconhecido pelo meu trabalho, também me destaquei no esporte. Sou faixa marrom de jiu-jitsu e, no ano passado, fui campeão gaúcho e ganhei a oportunidade de lutar o mundial da modalidade nos Estados Unidos.
Conte-nos de sua relação com Taquara e Vale do Paranhana: Ao aceitar o desafio do presidente da Cooreli na época, Adilson Rodrigues, para entrar no projeto de reestruturação da unidade de triagem de Taquara, há mais ou menos quatro anos atrás, minha esposa e eu começamos a pensar na possibilidade de mudarmos para Taquara, já que ela também trabalha aqui há bastante tempo, e ambos sempre fomos simpatizantes pela cidade. Unimos o útil ao agradável e, há dois anos e meio, não foi difícil buscar residência aqui. Sempre acreditei que a possibilidade de mudar para outra cidade, além de ampliar conhecimento, me possibilitaria reescrever minha história, me reinventar como pessoa e até mesmo como profissional. Hoje me considero uma pessoa de sorte por ter por perto pessoas do bem, as quais tive o privilégio de conhecer aqui, e que posso chamar de amigos.
Como você se define como responsável pela redução de impactos ao meio ambiente? Penso que meu papel é de mediador entre a usina de triagem e a população, tendo em vista mostrar o quanto é positivo e possível a colaboração para diminuir os impactos ao meio ambiente. Basta estar informado e querer ajudar.
Que balanço faz da sua administração à frente da COORELI? Sou extremamente dedicado ao meu trabalho e busco diariamente o melhor para a empresa e cada cooperado. Baseado nos resultados já alcançados, penso estar no caminho certo.
Você pratica exercício físico e cuida da alimentação para ter mais sucesso profissional e pessoal? Sou atleta amador de jiu-jitsu e minha rotina exige muita disposição física e mental. Tenho uma dieta equilibrada, porém me permito aos finais de semana quebrar o protocolo.
Um hobby: jiu-jitsu.
Um temor: perder as pessoas que amo.
Uma frustração: nunca ter aprendido a tocar violão.
Um filme ou livro: O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. Olavo de Carvalho.
Um prato: Pizza.
Uma personalidade: Ayrton Senna.
O que você gosta de ouvir: de reggae a metal; depende da ocasião.
Qual seu maior sonho: Deixar minha marca nessa vida e que ela seja longa, produtiva e saudável ao lado de quem eu amo.
Deixe uma mensagem aos leitores do Panorama: Toda pessoa ligada diretamente às questões ambientais é sonhadora por natureza. Vivo junto aos meus companheiros da Cooreli na linha de frente dessa batalha, sonhando e, a cima de tudo, trabalhando para conquistar um mundo sustentável, sem aterros sanitários, onde o consumo de nossos recursos naturais seja a segunda opção e a matéria prima reciclada seja a principal. Sei que talvez não colhamos grandes frutos desse esforço na minha geração, mas que nossos filhos com certeza irão.


