A alta do dólar aliada à recuperação dos principais mercados do mundo para o calçado brasileiro trouxeram boas expectativas para os exportadores. A avaliação da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) foi feita durante coletiva de imprensa da entidade, encontro que teve a participação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na tarde desta terça-feira (12/01), na Couromoda, em São Paulo.
Antes da coletiva da Abicalçados houve o lançamento da nova campanha do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido pela entidade calçadista em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O programa prevê investimento de R$ 41,4 milhões em ações de desenvolvimento, capacitação e promoções comercial e de imagem durante o biênio 2015/2016. Na oportunidade, Heitor Klein, presidente da Abicalçados, enfatizou o importante incremento no número de mercados desde a adoção do Programa, no ano 2000 – de 100 para 150 destinos. “Além disso, passamos a exportar mais calçados com marca própria”, destacou. Após, os gestores responsáveis do Brazilian Footwear pela Abicalçados, Cristiano Körbes, e pela Apex-Brasil, Mariana Gomes, apresentaram as ações do projeto para o biênio.
MENSAGEM AO SETOR – Com o intuito de quebrar paradigmas para a exportação das marcas made in Brazil, a nova campanha do Brazilian Footwear foi apresentada de forma descontraída pelo executivo da Abicalçados. Com uma representação de muro de gesso à frente, Klein ressaltou a importância de se quebrar “discursos engessados”, como o de que empresas menores não conseguem exportar ou que marca brasileira não venda no exterior. Dito isso, uma sequência de marteladas do executivo derrubou o muro, aparecendo uma mensagem ao setor: “a quebra de preconceitos já começou”.
COLETIVA – Durante a coletiva, Klein destacou a perspectiva de um ano melhor no campo das exportações e de estabilidade ou queda no mercado doméstico. Para o executivo, 2015 será um ano de ajustes e as indústrias devem estar preparadas para enfrentá-lo para voltar a crescer de forma sustentável a partir do próximo ano. “No mercado externo, a expectativa, embalada pela valorização do dólar, é de aumento nos embarques, pois nosso preço fica mais competitivo. Já no mercado doméstico, se empatarmos com 2014 será uma grande façanha”, disse. Segundo ele, o endividamento das famílias e a inflação devem ser impeditivos de uma melhor performance.
EMPREGOS – Questionado sobre a possibilidade de perdas nos empregos para 2015, o executivo disse que a recuperação no mercado externo deve segurar postos de trabalhos. Klein ressaltou que, em 2014, com a queda no varejo de calçados e nas exportações, foram perdidos mais de 20 mil postos no setor.


