
A estudante Júlia Caroline Maia de Farias, aluna do noturno/pós médio do curso Técnico em Informática do Cimol (Escola Técnica Estadual Monteiro Lobato), conquistou o terceiro lugar no Prêmio Mérito Rondon, promovido pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), com um artigo que propõe reflexões e soluções sobre a democratização do acesso à educação por meio digital.
O trabalho premiado, intitulado “Inclusão digital e aprendizagem significativa: revisão sistemática e estudo de caso da plataforma Cronos no ensino de ciências humanas”, é uma vertente do projeto de conclusão de curso desenvolvido por Júlia no Cimol. O artigo investiga as desigualdades no acesso ao conhecimento e analisa os resultados obtidos com o uso da plataforma Cronos, ferramenta de estudos digital de baixo custo, voltada ao ensino de ciências humanas para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Durante a pesquisa, foram realizados dois simulados com estudantes do 3º ano do ensino médio, divididos entre grupo de controle e grupo de teste. Os alunos que utilizaram a plataforma apresentaram melhora significativa no desempenho, enquanto o grupo de controle manteve a média inicial.
O reconhecimento da Anatel soma-se a outro importante resultado recente: em setembro, Júlia participou em Joinville da Febic (Feira Brasileira de Iniciação Científica) com o Cronos, recebendo destaque na categoria de incentivo à leitura.
Na próxima semana, a aluna representará o Cimol em Brasília, onde participará da cerimônia nacional de premiação do Prêmio Mérito Rondon.
Mentoria paterna
O projeto tem a orientação de Cândido Luciano de Farias, pai da estudante e coordenador do curso Técnico em Informática do Cimol, que acompanhou de perto todas as etapas da pesquisa e desenvolvimento.
Segundo Júlia Caroline, que tem 20 anos, o envolvimento do pai foi essencial para manter o foco e a motivação durante o processo. Ela conta que, além do apoio técnico, a convivência com alguém que também se dedica à pesquisa acadêmica cria um ambiente fértil para novas ideias.
“Acho que influencia bastante no quesito de apoio e inspiração, até porque ele também está escrevendo o artigo do mestrado dele sobre tecnologia na educação, no caso dele, o uso de jogos no ensino de programação. Então existe essa dinâmica de troca, em que um dá dicas e incentiva o outro, além da mentoria por parte do meu pai”, explica.

Apesar de admitir que ter o pai como professor e coordenador traz “uma certa pressão”, Júlia considera que isso também a incentiva a se dedicar ainda mais aos projetos.
“Quando descobri sobre o Prêmio Mérito Rondon, cheguei a convidá-lo para criar um projeto comigo, mas, por conta dos compromissos dele com o mestrado, acabou conseguindo apenas acompanhar os ajustes finais”, conta a estudante.


