Com a entidade em pleno funcionamento, apesar de não cumprir mais seu objetivo principal de abrigamento, a Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (Apromin) tem nova diretoria. O dentista Alvaro Miller assumiu a presidência da instituição após eleição realizada na noite do último dia 27.
Nesta semana, Miller concedeu entrevista ao Panorama, ao lado do ex-presidente da entidade, Luiz Carlos Valentini, que deixou o cargo após dois mandatos. O ex-dirigente fez questão de dizer que todos os critérios exigidos pelo estatuto foram cumpridos para a eleição, desde o respeito aos prazos e aos sócios aptos à votação. Além disso, Valentini lembrou que, desde que a Apromin deixou de realizar o abrigamento, em 2011, a entidade não parou de atuar em prol de causas comunitárias de Taquara, principalmente às relacionadas à criança e ao adolescente. Valentini e Alvaro esclarecem que o abrigamento se tornou inviável frente aos altos custos e as dificuldades nos convênios com as administrações municipais. Pontuaram, também, que o trabalho das religiosas que atuavam na Apromin se dava mediante um contrato de prestação de serviços, sendo pago um valor à instituição que cedia as irmãs.
Valentini e Miller destacaram que, no ano passado, a Apromin contribuiu com repasses de R$ 15 mil ao Lar Padilha, para ajuda no pagamento das despesas da instituição, além de R$ 10 mil para o Lar das Meninas. A Festa da Criança Colorada, evento beneficente que apoiou centenas de menores, no final do ano passado, também ganhou R$ 1,5 mil da entidade. Além disso, com o lucro de R$ 18 mil do Homem na Cozinha, uma das principais promoções da Apromin, foi possível fazer o repasse de recursos em dinheiro à Apae de Taquara, ao Lar das Meninas e à Fundação Huberto Schmitt Muller, de Três Coroas. Outra ação em prol do Lar Padilha foi a cedência do espaço antes destinado à Apromin pela Oktoberfest de Igrejinha durante o evento, e o trabalho da própria diretoria da associação ajudando o lar do interior na comercialização de alimentos na festa igrejinhense.
Os dois dirigentes da Apromin fizeram questão de esclarecer, também, o convênio mantido atualmente pela entidade com o Criar Vitória, centro de recuperação de dependentes químicos. O contrato de comodato vale por cinco anos, e a instituição assumiu a obrigação de fazer a manutenção no prédio. Só no ano passado, segundo Valentini, o Criar Vitória investiu mais de R$ 120 mil no imóvel pertencente à Apromin. “Temos certeza de que se não fosse a manutenção adequada o prédio poderia estar caindo em um ano depois de a Apromin estar fechada”, comentou Valentini. Além disso, também há um aspecto social no convênio mantido com o Criar Vitória, uma vez que cinco vagas são destinadas à diretoria da Apromin, para que gerencie atendendo pessoas de Taquara que precisam de atendimento relacionado à dependência química.
Na entrevista que concedeu ao Panorama, o novo presidente da Apromin, Alvaro Miller, destacou a união da atual diretoria da entidade. Segundo ele, o grupo sempre auxilia e trabalha em conjunto nas decisões e em todas as atividades necessárias. Por isso, a ideia, segundo ele, é manter a Apromin funcionando, com suas mais variadas atividades sociais em prol de outras entidades. Entre as metas está a continuidade do evento Homem na Cozinha, uma das promoções mais bem sucedidas da entidade.


