
Foto: Vinicius Linden / Rádio Taquara
A Associação de Mães e Familiares Atípicos de Taquara (AMA) está oficialmente formalizada com Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), marco considerado pelas integrantes como um passo importante para ampliar o apoio às famílias de pessoas com deficiência e neurodivergências no município. O tema foi abordado durante entrevista concedida por Rosane Passos, Josi Flores e Michele de Oliveira ao programa Painel, da Rádio Taquara, na segunda-feira (3).
Segundo as representantes, a regularização da entidade é resultado de um processo iniciado há anos, que enfrentou dificuldades, principalmente relacionadas aos custos para a constituição da associação. Conforme relataram, a formalização foi possível graças ao apoio de parceiros e colaboradores que contribuíram financeiramente e com orientações durante o processo.
De acordo com as entrevistadas, a oficialização da AMA permitirá que a associação tenha maior representatividade para dialogar com instituições, buscar parcerias e, futuramente, participar de editais e projetos dos governos estadual e federal voltados ao atendimento de famílias atípicas.
As integrantes explicaram que a associação não se restringe às famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas também acolhe familiares de pessoas com outras neurodivergências e deficiências, como deficiência intelectual, síndrome de Down, transtorno de déficit de atenção e deficiência física.
Entre os objetivos da entidade está a criação de um espaço próprio para acolhimento das famílias e realização de atividades, terapias, oficinas e orientações parentais. Enquanto esse projeto não se concretiza, a proposta é estabelecer parcerias com clínicas e profissionais para facilitar o acesso aos atendimentos, especialmente para famílias que enfrentam dificuldades para obter assistência pela rede pública ou por convênios.
Durante a entrevista, as representantes também compartilharam experiências pessoais como mães atípicas e destacaram os desafios enfrentados no cotidiano. Elas ressaltaram que o compartilhamento de informações entre as famílias e o apoio emocional são aspectos fundamentais da atuação da associação.
As entrevistadas reconheceram os serviços já oferecidos pelo município e pelas redes de ensino, mas afirmaram que a demanda por atendimentos especializados ainda é elevada. Segundo elas, a AMA busca complementar esse trabalho por meio do acolhimento e da articulação de novas iniciativas.
Como primeira atividade aberta ao público após a formalização, a associação promoverá um encontro no sábado, dia 15 de agosto, das 8h30 às 10h30, no ginásio da APAE de Taquara. O evento será destinado à apresentação da entidade, esclarecimento de dúvidas, integração entre famílias e adesão de novos associados. No mesmo dia, a APAE realizará um brechó beneficente no local.
As representantes destacaram que qualquer pessoa interessada pode apoiar a iniciativa, mesmo sem ter familiares atípicos. Informações sobre a associação estão disponíveis no perfil oficial no Instagram, @ama_taq.rs, onde também são disponibilizados os canais de contato da entidade.


