Uma amiga me disse que precisava conversar comigo, perguntei se era sobre imagem pessoal, meu trabalho, e ela sorriu e respondeu que não, que queria uma consulta de ordem emocional, respondi que não poderia dar consulta desta natureza pelo simples fato de não ser psicóloga, terapeuta ou alguém da área, e ela insistiu que então lhe desse algum conselho, uma opinião sobre determinado assunto. Neste caso me sinto apta a ouvir e dar meu parecer, o meu ângulo de visão e com a devida panorâmica de um assunto alheio, digamos que sem a emoção do envolvimento, apenas a da empatia.
Esta situação me faz pensar o quanto é importante a opinião de alguém em quem confiamos ou acreditamos ter a resposta para o nosso anseio, dúvida ou agonia. Às vezes nem precisamos ter uma grande afinidade, basta admiração e respeito, para abordarmos alguém em busca de respostas nossas, ou as que queremos ouvir. Mas é claro que uma amiga, alguém que nos conhece, é a mais cobiçada terapeuta informal, é o que chamo de amiga coração, a que “palpita” sobre as nossas questões. No caso estou falando de bons palpites. de bons conselhos, de falas carinhosas ou, às vezes, duras porém produtivas, positivas que, no mínimo, nos levam a pensar.
Adoro os ditos populares porque eles tem um alto grau de verdade, e não é à toa que se diz que se conselho fosse bom não se daria, e sim venderia. Pois bem, é onde estamos no momento atual, onde compramos ou vendemos conselhos, e cada dia cresce mais o consumo de influenciadores, consultores, coachings, sem citar os profissionais das áreas da saúde. É justamente porque conselho é muito importante.
Na hora de uma ideia ou sentimento sobre o qual não temos uma certeza, é determinante a opinião de fora. Pode que esta nem seja a melhor, ou que nosso conselheiro eleito nem tenha muito a nos dizer, mas o fato de organizarmos o pensamento para que ele seja transmitido verbalmente muitas vezes já nos faz ver um caminho.
Mesmo antes de ser oficialmente consultora, sempre fui bastante procurada para dar conselhos e opinião sobre quase tudo, e principalmente carreira, sobre algum serviço ou produto. Acredito que é pela minha “sinceridade sagitariana”, costumo expressar o que realmente acho sobre o determinado assunto, mas também é pelo fato de eu valorizar e sempre procurar conselho e opinião.
Dar conselhos é algo delicado e extremante importante e de grande responsabilidade, justamente por não ter uma medida exata da importância que a pessoa vai dar àquelas palavras, e estas podem causar mudanças importantes na vida de alguém. A boa intenção é sempre válida, mas não justifica a opinião sem ser concedida. Aqui nem cogito as opiniões invasivas ou negativas, estou falando de carinho, de amizade, de bem querer e bons conselhos pedidos. Feliz de quem tem coragem de fazer esta troca.
E para as minhas amigas, aquelas que de alguma forma ou em algum momento ”palpitaram” na minha vida, e às quais eu tenho a oportunidade de “palpitar” na delas, quero dizer muito obrigada por fazerem parte desta vivência acolhedora de serem amigas coração.
Esta postagem foi publicada em 30 de junho de 2017 e está arquivada em Estilo & Comportamento.


