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AMPARA se posiciona contra projeto estadual de concessão de rodovias e instalação de pedágios no Vale do Paranhana

Associação critica impacto econômico e convoca manifestação popular em Taquara no dia 20 de novembro
Prefeitos da região realizaram reunião em Rolante para definição de medidas.

A Associação dos Municípios do Vale do Paranhana (AMPARA) divulgou nota oficial manifestando contrariedade ao projeto do Governo do Estado que prevê a concessão de rodovias do Bloco 1 e a instalação de pórticos de pedágio nas estradas ERS-020, ERS-040, ERS-115, ERS-118, ERS-235, ERS-239, ERS-466, ERS-474 e ERS-010.

Segundo a entidade, o modelo proposto, que adota o sistema de pedágio free flow com tarifa de R$ 0,21 por quilômetro rodado, trará prejuízos à indústria, ao comércio, ao turismo e à população que depende diariamente das rodovias da região. A associação afirma que o impacto econômico e social será expressivo, especialmente para trabalhadores que circulam entre os municípios vizinhos.

A AMPARA também questiona a ausência de cobrança no trecho da ERS-118 que atravessa Sapucaia do Sul, Gravataí e Viamão, alegando que a conta será paga apenas pelas regiões do Vale do Paranhana, Vale dos Sinos e Serra. Para os prefeitos signatários da nota, essa exclusão caracteriza desigualdade no modelo proposto.

Outro ponto destacado é o uso de R$ 1,5 bilhão do Fundo Estadual de Gestão de Calamidades (FUNRIGS) para obras previstas no projeto. A associação considera incoerente empregar recursos públicos e, ao mesmo tempo, cobrar diariamente da população pelo uso das rodovias beneficiadas pelas intervenções.

A entidade solicita ao governo estadual maior transparência e detalhamento sobre os custos operacionais, valores das obras, manutenção das estradas e fluxo de veículos. Os prefeitos afirmam que o Vale do Paranhana ainda enfrenta dificuldades em razão das enchentes recentes e defendem que os investimentos nas rodovias da região sejam realizados integralmente com recursos do FUNRIGS.

Por fim, a AMPARA convoca a comunidade para participar de uma manifestação contra o projeto no dia 20 de novembro, às 9h30, na ERS-239, em frente ao antigo supermercado Nacional, em Taquara.

A nota é assinada pelos prefeitos Leandro Marciano Horlle (Igrejinha), Sirlei Teresinha Bernardes da Silveira (Taquara), Fabiel Port (Três Coroas), Gilberto Gomes Júnior (Parobé), Airton Trevizani da Rosa (Riozinho) e Alceu Trevizani (Rolante).

Veja a íntegra da nota oficial

NOTA DE CONTRARIEDADE AO PROJETO DE CONCESSÃO DE RODOVIAS DO BLOCO 1

A AMPARA – ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS DO VALE DO PARANHANA – em conformidade com o sentimento popular de toda região e a necessidade de justiça, manifesta por meio deste sua veemente contrariedade ao projeto proposto pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul no que diz respeito a concessão de rodovias do denominado Bloco 1 e a instalação de novos pedágios nas rodovias ERS-020, ERS-040, ERS-115, ERS-118, ERS-235, ERS-239, ERS-466, ERS-474 e ERS-010.

É unânime o posicionamento desta associação no sentido que beira o absurdo a região ser taxada novamente por investimentos que hoje o Estado possui dinheiro para fazer, mas novamente quer repassar o custo a população.

O Impacto Econômico e Social que acachapará nossa região com a instalação de 23 pórticos de pedágio no modelo free flow com a tarifa no valor de R$ 0,21 (vinte e um centavos) por km rodado, prejudicará a indústria, o turismo, o comércio local e, principalmente, os moradores e trabalhadores que precisam se deslocar diariamente entre cidades vizinhas, aumentando significativamente seus custos em todos os sentidos.

Outro ponto que causa profunda revolta é a não inclusão da ERS 118 na modalidade, ou seja, o trecho que perpassa os municípios de Sapucaia do Sul, Gravataí e Viamão não será taxado, portanto, o Vale do Paranhana, Sinos e Serra pagarão essa conta conforme projeto proposto pelo governo do Estado.

O contrassenso no modelo de concessão proposto pelo atual governador é de tamanha revolta e indignação, haja vista que prevê o aporte de 1,5 bilhão de reais de recursos do FUNRIGS (fundo público especial para reconstrução do Estado do RS) para realização de obras de duplicação, acessos a municípios e viadutos, porém, com cobranças diárias de todas as pessoas que transitarem pelas rodovias.

Ademais, é de extrema importância também que sejam fornecidas informações básicas para análise e discussão com tempo hábil, tais como, planilha contendo os custos operacionais, valores das obras, valores previstos para manutenção de cada rodovia, detalhamento do fluxo de veículos de cada rodovia e demais informações.

O Vale do Paranhana ainda está se recuperando dos constantes danos provocados pelas enchentes que afetaram negativamente todas as áreas da nossa região, portanto, é justo que os investimentos para as melhoras das nossas rodovias sejam feitos com recursos governamentais (FUNRIGS), fundo este criado para isso e com recursos para execução das obras que necessitamos nas nossas estradas.

Por fim, CONVOCAMOS A TODOS interessados para participar no dia 20 de novembro de um movimento de contrariedade aos novos pedágios que será realizado as 09:30 horas, na ERS 239, em Taquara (em frente ao antigo supermercado Nacional).

NÃO VAMOS ACEITAR PAGAR MAIS ESSA CONTA!

NÃO AOS NOVOS PEDÁGIOS!

SIM A INVESTIMENTOS COM RECURSOS DO FUNRIGS!

Leandro Marciano Horlle – Prefeito de Igrejinha
Sirlei Teresinha Bernardes da Silveira – Prefeita de Taquara
Fabiel Port – Prefeito de Três Coroas
Gilberto Gomes Júnior – Prefeito de Parobé
Airton Trevizani da Rosa – Prefeito de Riozinho
Alceu Trevizani – Prefeito de Rolante