Ampara segue lutando para manter os repasses do Governo do Estado aos hospitais da região

Estado apenas concordou em protelar esses cortes até o início do ano que vem
Publicado em 01/09/2021 15:06 | Atualizado em 01/09/2021 15:10 Off
Por Cleusa Silva
Foto: Arquivo Rádio Taquara/Prefeitura de Parobé

Após o anúncio feito pelo governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, na segunda-feira (30), informando que o prazo para a implementação das mudanças nos repasses dos hospitais do programa Assistir será prorrogado para janeiro de 2022, os prefeitos integrantes da Associação de Municípios do Vale do Paranhana (Ampara) seguem lutando para manter o valor encaminhado aos hospitais da região.

Segundo Diego Picucha, presidente da Ampara e prefeito de Parobé, mesmo que a pressão dos municípios do Paranhana e de outras associações de municípios tenha resultado nesse recuo por parte do Estado, essa é apenas uma vitória temporária e parcial.

“Essa mobilização conseguiu reverter um terrível impacto sobre a saúde dos cerca de 200 mil moradores do Vale do Paranhana, com os cortes de cerca de R$ 10 milhões de reais e encerramento de diversos tipos de atendimentos de saúde essenciais para nossa comunidade, que começariam já na terça-feira (1º). Entretanto, o Estado apenas concordou até o momento em protelar esses cortes até o início do ano que vem, o que apenas adia o problema. Reforçamos que seguimos unidos em nossa causa, firmes no acordo entre os prefeitos da Ampara que nenhum município assinará a adesão ao Assistir enquanto não se chegar a um denominador comum sobre esses repasses do Estado. Não iremos esmorecer em nossa causa, de defender a saúde de nossa comunidade”, declara o presidente da Ampara.

Entenda o caso

A nova sistemática de distribuição de incentivos hospitalares proposta pelo programa Assistir, do Governo Estadual, causaria um impacto negativo de mais de R$ 10 milhões na região do Vale do Paranhana, já a partir desta terça-feira. Isso levaria ao encerramento de vários serviços essenciais de saúde, como a realização de partos, cirurgias de urgência (geral e de traumatologia), cirurgias vasculares, de urologia e proctológicas, cirurgias ginecológicas, afetando ainda a referência em atendimento oncológico para toda a região.

Em reunião realizada em 17 de agosto, com a secretária Estadual de Saúde, Arita Bergmann, os prefeitos da Ampara pleitearam que o Estado reavaliasse os critérios utilizados no novo programa de incentivos hospitalares, sob a perspectiva de um verdadeiro caos na saúde que poderia se instalar na região.

Um exemplo disso seria o Hospital São Francisco de Assis, de Parobé, que precisaria suspender atendimentos de obstetrícia, além de encerrar sua porta de entrada de urgência e emergência, deixando a cidade e a região desamparada.

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