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APATA encerra resgate de animais em Taquara, mas segue buscando recursos para cães que ainda não foram adotados

Para manter esses animais, entidade tem um gasto mensal de aproximadamente R$ 3,5 mil

Com 20 anos de história, completados em janeiro deste ano, a Associação Protetora dos Animais de Taquara (APATA) está há cerca de três anos trabalhando “nos bastidores”. De acordo com o atual presidente da entidade, Leandro Machado Martins, os voluntários estão mantendo apenas o atendimento de 25 cães, que mensalmente recebem ração e cuidados veterinários, enquanto não são adotados.

Idealizada pelas amigas Miriam Paiva, Sandra Schaeffer e Evanise Schein, a APATA surgiu com o propósito de resgatar cães e gatos de rua, principalmente aqueles que precisavam de atendimento veterinário. Após receberem todos os cuidados de saúde, higiene e serem castrados, esses bichinhos eram encaminhados para adoção.

Contando inicialmente com o apoio de 12 voluntários e, posteriormente, mantendo um grupo entre 10 a 20 pessoas, a Associação Protetora dos Animais de Taquara, após uns cinco anos de atividades, passou a recolher também cavalos em situação de maus-tratos. Como as despesas eram ainda maiores do que com os cães e gatos, os voluntários encerraram este tipo de resgate após o recolhimento e doação de cinco ou seis cavalos.

Além de doações de apoiadores da causa animal, e recursos que eventualmente eram repassados pelo Município, a APATA sempre se manteve com a realização de ações para angariar recursos, com a realização de brique de roupas, eletrodomésticos, brinquedos, entre outros itens que recebiam em doações, venda de cupcakes, promoção de festas, entre outras atividades.

Acumulando uma dívida com clínicas veterinárias da região, valor que chegou a R$ 85 mil em 2019, a entidade criou ainda o modelo de empresa madrinha ou pessoa física madrinha/padrinho e, por último, conseguiu se cadastrar no programa Nota Fiscal Gaúcha (NFG). Atualmente, essa é a maior fonte de renda para sustentar os animais que ainda ficaram sob os cuidados dos atuais voluntários.

“A APATA parou de realizar novos resgates em março de 2019. Naquele momento, a nossa dívida com os veterinários ainda passava de R$ 70 mil e já tínhamos muito voluntários saindo. Então, decidimos continuar buscando recursos para pagar a dívida e apenas manter os cães e gatos que estavam com a gente e precisavam de adoção”, explica o presidente da entidade.

Em 2020, em razão da pandemia do coronavírus, a situação ficou ainda mais complicada, pois os eventos não puderam ser realizados e houve uma redução significativa no número de doações que a entidade recebia. Desde o início de 2021, quando conseguiram pagar totalmente a dívida, os atuais 15 voluntários, incluindo o presidente, vice-presidente, secretário e tesoureiro da entidade, seguem mantendo 25 cães, que aguardam por adoção.

“Como não temos uma sede, os cachorros estão nas casas dos próprios voluntários, ou em alguma casa que cobra mensalidade. E esses cães que ‘sobraram’ são os mais idosos, com problemas crônicos de saúde, que tomam medicação e com problemas de temperamento, por isso são adoções especiais que requerem muita persistência”, relata o presidente da APATA.

Para manter esses animais, a Associação Protetora dos Animais de Taquara tem um gasto mensal de aproximadamente R$ 3,5 mil, incluindo somente as despesas de hospedagem, alimentação e medicação, ou seja, somente a manutenção desses animais.

Quem quiser contribuir com o trabalho que ainda está sendo realizado pelos voluntários da APATA, doando qualquer valor em dinheiro, podem fazer um PIX, com a chave CNPJ 05.603.379/0001-48, ou ainda fazer uma doação recorrente no cartão de crédito, no valor a partir de R$ 10,00. Basta fazer a adesão no site e depois a cobrança será automática até que a pessoa queira cancelar o pagamento.

Sobre uma retomada das atividades de recolhimento de cães e gatos de rua, o presidente da entidade explica que a equipe atual está bem desgastada e não retornaria às atividades no modelo de antes, realizando briques, venda de cupcakes e outras ações.

“Estamos focados somente em dar conforto aos cães que ainda estão conosco, pois muitos já estão velhos e doentes. Então, estamos mantendo a ONG ainda como se fosse um ‘santuário’ para esses cães que não foram adotados”, destaca o presidente da APATA.

Interessados em contribuir com a entidade por meio da Nota Fiscal Gaúcha devem entrar no site https://nfg.sefaz.rs.gov.br/site/index.aspx e fazer o seu cadastro, incluindo a APATA na área de Defesa e Proteção dos Animais. Posteriormente, a cada compra feita, informando o CPF cadastrado na nota fiscal, será concedida uma pontuação para a Associação Protetora dos Animais de Taquara. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected].

Confira abaixo as fotos de alguns dos cachorrinhos mantidos pela APATA e que estão disponíveis para adoção: