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Após exames em Curitiba, João Henrique inicia nova fase do tratamento com possível uso de hormônio do crescimento

Menino de Igrejinha, que completou 10 meses do transplante de medula óssea para tratamento de doença rara, foi encaminhado a endocrinologista pediátrica
(Foto: arquivo pessoal)

O menino João Henrique Soares da Silva, de 8 anos, retornou a Igrejinha na última sexta-feira (1º) após viagem a Curitiba para exames e consulta de acompanhamento dos 10 meses do transplante de medula óssea. Diagnosticado com Anemia de Fanconi, doença genética rara que afeta a medula óssea, o menino realizou o procedimento em setembro do ano passado, com doação de seu irmão caçula, Davi.

De acordo com a mãe, Ana Paula Machado Soares, os exames e a consulta mostraram que o quadro de João segue estável. “Ele passou bem nos exames e consulta. Agora, como está com os exames bons e já se passaram 10 meses do transplante, chegou a hora do próximo passo”, explica.

Esse próximo passo envolve um encaminhamento para endocrinologista pediátrica, devido à baixa estatura causada pela doença. A especialista avaliará a possibilidade de uso do hormônio do crescimento, que, segundo a mãe, precisa ser iniciado enquanto João ainda é criança. “Se deixar para mais tarde, não poderá mais ser feito nada”, alerta Ana Paula.

A família precisa apresentar a avaliação médica e uma radiografia das mãos e punhos na próxima consulta em setembro, novamente em Curitiba.

Apoio continua sendo fundamental

Mesmo com os bons resultados, o tratamento segue exigindo deslocamentos frequentes, exames, medicações e dieta especial. Quem quiser ajudar a família pode contribuir via Pix, pela chave 51995536426, em nome de Ana Paula Machado Soares. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 99553-6426.

Doença rara

A Anemia de Fanconi é uma doença genética rara que afeta a medula óssea, reduzindo a produção de células sanguíneas saudáveis (glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas). Isso pode levar a anemia, infecções frequentes e sangramentos. A condição também está associada a um risco maior de desenvolver câncer e pode causar malformações físicas.

O transplante de medula óssea é o tratamento mais adequado para a Anemia de Fanconi, já que substitui a medula óssea defeituosa por células saudáveis de um doador compatível. Isso pode restaurar a produção normal de células sanguíneas, reduzindo os sintomas da doença e o risco de complicações graves, como infecções e sangramentos.