A Prefeitura de Parobé trabalha para reverter a rejeição do orçamento de 2020 do município. A matéria foi votada na Câmara de Vereadores na última quinta-feira (19) e acabou reprovada por sete votos contra seis. O chefe de gabinete da Prefeitura, Valdenir Martins (Kiko), informou que a administração está estudando as providências que tomará, e uma das hipóteses é chamar sessão extraordinária no início de janeiro para apreciação de um novo projeto orçamentário. Por enquanto, a prefeitura não vai parar, assegurou Martins, pois as despesas continuarão com as mesmas rubricas em vigor.
Uma das alegações dos vereadores que lideraram a rejeição do orçamento foi o aumento de despesas, considerado impróprio para a capacidade econômica de Parobé. Martins refutou essa hipótese e disse que os gastos da prefeitura foram calculados levando em conta alguns investimentos previstos para o próximo ano, como os recursos para o asfaltamento até Santa Cristina do Pinhal e para a compra de máquinas da Secretaria de Obras. Além disso, preveem as contrapartidas de emendas parlamentares e levam em conta, ainda, os débitos com o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), que somariam R$ 12 milhões.
Martins enfatizou que todo esse detalhamento foi explicitado aos vereadores em audiência pública, com técnicos do setor de contabilidade. O chefe de gabinete estranhou que os parlamentares tenham aprovado as suas próprias emendas ao orçamento e, depois, rejeitado o projeto. “Querem que faça as emendas, que atenda a comunidade, e na hora de executar, votam contra?”, questionou Martins.
O chefe de gabinete da prefeitura ainda levanta a possibilidade de que as questões políticas em Parobé tenham levado à rejeição do orçamento, uma vez que a votação se deu no dia seguinte à divulgação do calendário para o pleito suplementar em março. Para Martins, o município “está acima de qualquer picuinha política” e a prefeitura trabalhará para resolver a situação.


