No ano de 287 a.C. nasceu em Siracusa na Grécia, o matemático, físico e inventor Archimedes. Foi morto em 212 a.C., após a tomada de Siracusa pelos romanos por um soldado que o matou por raiva de não ser atendido em seu chamado, quando Arquimedes estava concentrando naquele momento em um problema de matemática.
Desnecessário é mencionar a qualidade de todas os seus descobrimentos e invenções. Não há condições de diferenciar qualitativamente suas obras, porém é inegável sua influência no surgimento da ciência moderna.
No mundo atual, inclusive aqui em nossa querida Taquara, sem que nós, ilustres desconhecedores da matemática e da física o saibamos, é constantemente utilizada aquela que é, talvez, a mais famosa e popular citação de Arquimedes “Deem-me uma alavanca e um ponto de apoio e moverei a terra”. Ficaram intrigados? Vamos então à solução dessa equação simples, de primeiro grau.
Um grupo de jovens senhoras, as “Gurias”, como eu as denomino, decidiram tomar para si, tempos atrás, o embelezamento de nossa cidade durante o período natalino, fazendo valer sua vontade, disponibilidade e conhecimento técnico sobre o assunto. Nascia o grupo que se autodenominou de “Voluntárias do Natal” e que passou a acumular o respeito e a consideração da população de nossa cidade.
Partindo do anteriormente citado princípio de Archimedes, ela usaram sua vontade férrea de fazer uma cidade de Taquara mais alegre, mais humana, mais religiosa. Sua disponibilidade física, sua disposição para o voluntariado e sua vontade inquebrantável de vencer funcionam como “alavanca” para começar a elevar Taquara a uma posição mais elevada nas perspectivas de uma cidade com um visual mais humano. E o “ponto de apoio”? Todos nós sabemos a resposta: o Executivo Municipal, representado pelo Sr. prefeito Délcio Hugentobler, concedendo recursos, e o Legislativo Municipal, representado pelos vereadores, autorizando a liberação das verbas necessárias à execução dos trabalhos.
Só que seu modo de trabalhar obrigatoriamente é diferenciado. Enquanto que as “Gurias” atuam no anonimato, deixando apenas que seu trabalho brilhe, ao prefeito, por político (independentemente de quem for), é exigida a necessidade de participação nominativa no trabalho.
Portanto, Sr. Prefeito, não fique magoado ou ressentido com as “gurias” por terem elas, em uma entrevista feita durante a execução de seu trabalho, esquecido de citar nominalmente a sua pessoa. Perdoe-as, pois elas não são políticas. Archimedes disse: “Deem-me um ponto de apoio e moverei a terra”. E assim foi feito em nossa Taquara.
Para terminar: “Gurias, vocês são demais!”
Reneo Birck
Esta postagem foi publicada em 10 de dezembro de 2010 e está arquivada em Caixa Postal 59.


