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Armadilhas para monitoramento do mosquito Aedes aegypti são instaladas em Parobé

Ao todo, foram instaladas 50 armadilhas, em diversos bairros da cidade
Fotos: Divulgação/Prefeitura de Parobé

Incluída em uma pesquisa inédita no Rio Grande do Sul, para monitorar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, vírus da zika e chikungunya, a cidade de Parobé começa  a receber as Ovitrampas, armadilhas que monitoram a presença do inseto no Município.

Conforme a administração municipal, foram instaladas 50 armadilhas, em diversos bairros da cidade, com uso de levedo de cerveja para atrair a fêmea do mosquito, e assim mapear as áreas de maior risco e intensificar demais ações de prevenção nesses lugares.

A estratégia está sendo implementada no Rio Grande do Sul, inicialmente em 23 municípios escolhidos por meio de critérios epidemiológicos e operacionais. A ideia é expandir o uso destas armadilhas para o restante do território gaúcho, mediante condições técnicas e treinamento das equipes.

“Poderemos ter uma análise mais precisa, constatando onde temos maior incidência de ovos do mosquito Aedes aegypti e, por consequência, podemos deslocar mais agentes de nossa equipe para ter um trabalho ainda mais focado no combate a proliferação do mosquito. Além de monitoramento através da coleta e análise dos ovos, também existe a vantagem de eliminar os ovos que as fêmeas depositar na armadilha. Considerando que uma única fêmea pode colocar até 500 avos será um número considerável de ovos eliminados”, destaca Cléber Roldão, agente de endemias de Parobé.

Alguns municípios do Brasil já utilizam as ovitrampas há mais tempo, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, mostrando-se como uma das estratégias mais sensíveis e eficientes para a detecção da presença do mosquito causador da dengue. O Rio Grande do Sul é o primeiro estado brasileiro a utilizar essa estratégia em maior escala, não apenas em municípios isolados.