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Publicado em 10/01/2022 22:47 Off

ARREPENDIMENTO

Segundo o dicionário, arrependimento é o pesar ou culpa por algo feito ou algum mal cometido. E essa semana vou dividir com vocês algumas ponderações sobre esse assunto.



Todo mundo na vida já passou por algum momento em que se pegou refletindo sobre algo que fez e se sentindo arrependido. Todos já sentimos em algum momento essa sensação de pesar ou culpa, de remorso. Seja pelo motivo que for, só diz respeito a quem cometeu o erro ou o mal, exceto quando se trata da escolha das pessoas públicas que nos representarão, a todos e todas, seja no âmbito municipal, estadual ou federal. Esse é o tipo de escolha que reflete e atinge a todos e não apenas a quem cometeu a falha. Nesse caso, o arrependimento, penso eu, que deva pesar mais nas costas de quem o carrega.

Entretanto, para além do erro cometido, temos aquilo a que comumente chamamos de “segunda chance”. Uma nova oportunidade, nesses casos, surge a cada dois anos – considerando que as eleições ocorrem em períodos distintos em nível municipal e em nível estadual e federal.

Humanos que somos estamos propensos a cometer erros, acreditar em mentiras, ser enganados e até mesmo levar outras pessoas a cometerem os mesmos erros. Muitas vezes incentivamos e até mesmo instigamos as pessoas próximas a agirem como a gente e caírem no mesmo desacerto.

Pensando bem, em alguns casos específicos, admitir o erro e se arrepender pode mesmo ser sinônimo de inteligência – pois usamos nossos neurônios para perceber o equívoco e refletir sobre o mesmo.

Obviamente, podemos errar. Obviamente, podemos nos arrepender de coisas que fizemos. Porém, o arrependimento em si não nos levará a nada. Mais do que se arrepender, é preciso evitar novos erros e novos futuros arrependimentos.

O arrependimento e a reflexão sobre os erros devem ter como propósito a mudança, a não repetição, a ação em sentido contrário.

Uma análise breve – breve mesmo, não precisa ser muito profunda não – da nossa realidade atual e da realidade passada é mais que suficiente para essa reflexão. Uma análise do trabalho feito – ou não feito – por quem elegemos pode ser mais que suficiente também.

Não se sinta mal por ter caído no conto da ‘novidade’, mas não repita o mesmo erro naquela nova oportunidade que receberás em breve!

Por Ana Maria Baldo
Professora, de Taquara
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