
O professor Carlos Fernando Jung, do Observatório Espacial Heller & Jung, de Taquara, junto ao astrônomo Luiz Augusto da Silva, da Rede Omega Centauri – grupo voltado à educação científica, afirmam que, depois de 50 mil anos, o cometa C/2022 E3 volta a se aproximar do planeta Terra. Neste mês, o fenômeno raro poderá ser visto em todo o Hemisfério Sul.
Conforme o professor Jung, o corpo celeste, também chamado ‘cometa verde’, já está de passagem por aqui e estará visível, principalmente, entre o sábado (4) e a próxima sexta-feira (10), e poderá ser visto ‘a olho nu’. “[O período] mais propício será a partir 4 de fevereiro, na direção norte e abaixo da estrela Capela. No dia 10, entre as 19 e as 21 horas, o cometa estará próximo ao planeta Marte e poderá ser melhor visto”, antecipa Jung.
O astrônomo Luiz Augusto da Silva, no entanto, informa que para conseguir admirá-lo sem o uso de binóculos, o observador precisa estar posicionado em locais sem muita interferência de luminosidade. Outro fator que pode dificultar a visualização do cometa é a Lua Cheia, que atinge seu ápice no domingo (5). Além disso, os próximos dias devem ser de nebulosidade no Rio Grande do Sul, e as nuvens podem ser outro obstáculo.
Jung esclarece que esse corpo celeste tem aproximadamente um quilômetro de diâmetro e é constituído principalmente de gases congelados, rocha e poeira, que se tornam mais visíveis a olho nu quando estão mais perto do sol. “Isso ocorre quando seu gelo passa a se transformar em gás, formando uma nuvem de poeira ao redor dele”.
A detecção do cometa foi feita pelo programa ZTF (Zwicky Transient Facility) em março de 2022, quando passava pela órbita de Júpiter. O registro foi feito por meio do telescópio Samuel-Oschin, localizado no Observatório Palomar, na Califórnia, nos Estados Unidos. Jung acredita que o cometa “possivelmente não passará mais e vai continuar sua trajetória para fora do nosso sistema solar”.
Fonte: Jornal NH


