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Publicado em 25/10/2021 11:39 Off

Do “Meu cinicário” – Todo político que diz lutar por tua liberdade econômica está mentindo. Ele, apenas, te usa para a liberdade econômica dele. E se dá bem!

ATÉ QUANDO?

Vejo no celular de um amigo uma mensagem, dizendo: “Olá, Fulano, evite sair de casa. Acesse seu boleto Lojas XXXX pelo link ….”. Estará a loja, falando sério ou aquilo é, apenas, uma pegadinha telefônica? Porque parece que seus administradores, eles, sim, ficaram em casa, seguindo à risca o mantra começado em março do ano passado como uma das medidas para combater a COVID-19. Pelo jeito, também deixaram de assistir à televisão. Ali, saberiam que a “saudade do futebol” vencera a luta contra o coronavírus, pondo abaixo um dos mandamentos fundamentais no combate à peste chinesa (não se espante: a Gripe Espanhola não surgiu na Espanha, mas a COVID-19 surgiu na China; então, pelo menos, este nome é mais lógico quanto ao local de origem da doença).

Se ligassem seus aparelhos de televisão, veriam todos os canais em pleno funcionamento, apesar do insistente conselho para ficarmos quietinhos no sacrossanto lar. Das empresas de comunicação, nenhuma parou. Como se sabe, mesmo podendo-se colocar no ar uma emissora de televisão à distância, a produção de material exige a presença de muitos seres humanos interagindo. Programas de auditório tentaram amenizar com plateias imaginárias, fingindo seguir a regra: fique em casa. Luciano Huck apresentou uma incrível barreira de plástico transparente, com quatro lugares para braços, dois de cada lado da superfície, permitindo, assim, abraçar esporádicos convidados presenciais – e seu rosto nunca ficou vermelho por causa dessa coisa ridícula. Ao assumir o lugar do Faustão visitou Ana Maria Braga e lhe deu um abraço bem apertado, sem película plástica. Entretanto, o “fique em casa”, continua sendo estimulado.

Por outro lado, praticamente, desde os primeiros meses de restrição de deslocamentos para evitar a propagação do vírus causador da doença, surgiu uma campanha publicitária maciça, estimulando viagens aéreas para os mais variados destinos turísticos. É o 1,2,3 Milhas, uma chatice, dada a quantidade de vezes que aparece para o distinto público. E quem mais veicula a campanha? Principalmente, as televisões, as maiores incentivadoras do “fique em casa”. Como aceitar? A gente sai ou fica? É inútil falar em independência entre parte comercial e parte editorial das empresas. Esquecem que, durante a pandemia, a parte editorial tornou-se, praticamente, política de comunicação, insultando quem se atrevesse a sair à rua. O departamento comercial devia tomar simancol e não vender o espaço para não parecer hipocrisia.

E agora, para completar, voltou o Tri-Vago!

Por Plínio Dias Zíngano
Professor, de Taquara
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