Não é novidade, e há muito tempo deixou de ser, a notícia de assaltos a motoristas e morte de pedestres nas proximidades do quilômetro 48 da ERS-239, em Parobé. O trecho, conhecido como Sinaleira do Rubinho, tem um longo histórico de furtos, roubos e atropelamentos.
Os crimes mais recentes, e também mais impressionantes, ocorreram no último dia 19. Três ônibus da empresa de transportes Citral S/A foram assaltados e o condutor de um dos veículos foi agredido fisicamente.
Recentemente, o prefeito Cláudio Silva discutiu com o diretor-técnico da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) a recuperação do projeto da passarela junto à sinaleira. A construção já havia sido informada em 2011, no primeiro ano do governo Tarso. Na época, o então secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, Beto Albuquerque, disse que faltavam apenas algumas adequações. No entanto, um ano depois foi informado que a Superintendência de Estudos e Projetos estaria realizando uma readequação técnica no projeto final de engenharia, e que somente depois de cumprir esta etapa e com a liberação de recursos da Secretaria da Fazendo a construção seria iniciada. A demora da obra já foi motivo de protesto dos moradores da localidade que, na madrugada do dia 28 de julho de 2012, queimaram cerca de 20 pneus na rodovia.
A obra naquele ponto não irá solucionar todos os problemas. Ainda precisamos de mais atenção, com maior presença da Polícia Militar em rondas pelo local, possibilitando, assim, a segurança adequada a quem mora e trafega diariamente por ali. Esperamos que alguma medida seja efetivamente consolidada. Caso contrário a Sinaleira do Rubinho ainda continuará preenchendo as páginas policiais dos jornais locais, como de fato vem sendo.
Cristiano Vargas
Estudante de Jornalismo, de Parobé


