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Audiência sinalizou aprovação do projeto de auxílio aos camelôs

A Câmara de Vereadores de Taquara realizou, na tarde do último dia 8, audiência pública para discussão do projeto em

A Câmara de Vereadores de Taquara realizou, na tarde do último dia 8, audiência pública para discussão do projeto em que a Prefeitura pede autorização para conceder auxílio financeiro mensal à Associação dos Proprietários e Amigos do Camelódromo. A administração municipal quer seguir pagando R$ 3 mil à entidade, por mais 12 meses, a título de incentivo para o aluguel.
Na audiência, houve manifestação de duas entidades lojistas de Taquara, a CDL e o Sindilojas. Ambas revelaram contrariedade à proposta, salientando que são contra o repasse de recursos públicos a qualquer entidade, destacando que o dinheiro da Prefeitura deve servir para projetos de incentivo à economia. Os dirigentes empresariais, representados por Luis Fernando Belotto, da CDL, e Luciano Herzog, do Sindilojas, disseram que não são contrários à atividade econômica dos camelôs, mas sim ao repasse de recursos públicos via pagamento de aluguel. Colocaram as entidades que representam à disposição para auxiliar os comerciantes informais na formalização de suas atividades.
Os camelôs, por meio do presidente da associação da categoria, José Martins, defenderam a necessidade de que o recurso seja mantido. Lembraram que a lei anterior previa repasse por 24 meses, mas que só 15 foram cumpridos. Também fizeram críticas à forma como houve a demolição do camelódromo situado junto à Praça da Bandeira, em 2011. “Fomos forçados a aceitar a mudança”, disse, referindo-se à administração do ex-prefeito Délcio Hugentobler. O presidente da associação lembrou que os camelôs gastam dinheiro no comércio de Taquara.
A maioria dos vereadores sinalizou no encontro que deverá votar favoravelmente ao projeto quando ele for submetido à decisão do plenário. Os vereadores, em sua maioria, também defenderam, porém, que este deve ser o último ano de auxílio aos camelôs, e que os comerciantes informais devem utilizar este prazo para buscar a formalização dos seus negócios. O presidente da Câmara, Nelson Martins, disse que os vereadores vão analisar cuidadosamente a matéria, que ainda deverá passar por avaliações prévias das comissões do Legislativo.

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