
A Federação Gaúcha de Futebol de Salão (FGFS) divulgou, nesta sexta-feira, o relatório do julgamento do recurso do Passo Fundo contra a Associação Parobeense de Futsal (APF). Nesta quinta-feira, o pleno do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) manteve a decisão da 1ª Câmara Disciplinar e deu vitória à APF na semifinal da competição. O segundo jogo desta etapa, ocorrido em Passo Fundo, foi interrompido após briga. O TJD considerou que os seguranças do Passo Fundo agrediram os jogadores da APF e, por isso, o time deu causa à confusão, perdendo os pontos e a APF sendo declarada vencedora.
Com o julgamento, a APF está classificada à final do Estadual Série Prata 2017, contra o Uruguaianense, que já estava credenciado. Segundo a Federação, a oficialização das datas da final da competição será feita até as 19 horas da próxima segunda-feira, dia 20.
No relatório do julgamento (acórdão), o auditor-relator, Carlos Schneider, absolveu os times do Passo Fundo e do APF das multas impostas no primeiro julgamento. Mas, manteve a condenação do Passo Fundo à perda dos pontos. Segundo o julgador, quem deu causa ao tumulto não foi um atleta do APF, que teria cometido uma infração disciplinar, relatada em súmula e depois punido pelo TJD. Contudo, deste fato, segundo o relator, ocorreu que a equipe de segurança, contratada pelo Passo Fundo, “deu início ao espancamento dos atletas do APF Parobé”. O auditor fez considerações acerca da responsabilidade do Passo Fundo como contratante da empresa de segurança e mencionou que pesquisou no site da Polícia Federal e não encontrou a empresa como cadastrada para estes serviços.
“Assim, entendo que, além do APF Parobé não ter dado causa à suspensão e encerramento da partida, quem deu causa ao início do tumulto foi a equipe de segurança contratada pelo mandante, empresa essa que deveria agir como segurança do evento e não como segurança do recorrente [Passo Fundo], surrando, hostilizando, espancando, justamente os atletas participantes do jogo, uma das verdadeiras razões de existir do evento junto com os atletas e comissão técnica do Passo Fundo e a arbitragem”, comentou o auditor, que foi acompanhado por unanimidade pelos demais seis membros do pleno do TJD.


