Haiml & etc.
Esta postagem foi publicada em 11 de maio de 2012 e está arquivada em Haiml & etc..

Avante, supertime!

A arte não tem a obrigação de nos mostrar a realidade, pois um de seus aspectos principais é a nossa distração, e isso quer dizer “levar-nos por uns momentos para longe das preocupações que nos envolvem e de uma rotina quase inevitável”. Mas, mostrando-nos ou não a realidade, ela consegue, com seus poderes mágicos, trazer de volta as boas sensações da nossa infância, e aqui, no caso, nossos primeiros dias de garotos enleados nas descobertas maravilhosas dos gibis de super-herói.

Li-os da infância até o início da adolescência, quando entrei de vez na literatura sem imagens. Reencontrei-os já rapaz, em monótonas férias, na casa de um afilhado de minha mãe, e fui de novo fisgado, e por décadas segui religiosamente as vidas, as sagas, voltas e reviravoltas, trocas de desenhistas, de autor, mortes e renascimentos de praticamente todos os heróis das editoras Marvel e DC. E também acompanhei o que pude das adaptações deles para as telas.

Vi a primeira versão do Quarteto Fantástico (1994), um seriado antigo do Capitão América (1944), o longa dele de 1978, um filme televisivo com o Dr. Estranho, outro sobre a S.H.I.E.L.D com o astro da primeira Super Máquina como Nick Fury. Não perdia a série “O Incrível Hulk”, que tem três longas em DVD. Vi todos os desenhos da Série Marvel (Thor, Capitão América, Hulk, Homem de Ferro, Namor) com seus inesquecíveis temas de abertura. Tinhas chiliques se não via “Poderosa Ísis” e “Capitão Marvel”, que a Globo exibia antes da novela das seis.

Vi os três “Homem-Aranha”. O primeiro é o melhor, o segundo explora de forma errada um dos melhores vilões do aracnídeo, e o terceiro é um bolo que desandou (assim como “X-Men 3”) – gostei, com certas restrições, de todos os Batman, pois é um universo que se permite de tudo,  e dos filmes-solo feitos para os heróis que se unem em “Os Vingadores”, o melhor é o primeiro Homem de Ferro, e é “Os Vingadores”, versão que agora  traz a super-equipe às  telas, o motivo deste texto.

Espero que a franquia continue com Josh Whedon, diretor/roteirista do filme; ele é nerd, fã/autor de quadrinhos, de super-heróis, maneja bem os individualismos que há no time assim como o espírito de equipe que, às vezes de forma torta, a mantém unida, e tão importante, Whedon cria subtramas muito boas (veja as séries de televisão “Buffy” e “Angel”) o que deixa ansioso o espectador ao que virá. “Firefly”, outra série dele, revelou a nossa bela Morena Baccarin (“V” e agora em “Homeland”).

Com várias cenas memoráveis, não dá para perder “Os Vingadores”, e nem precisa ser em 3D, é superdiversão e saudosismo de primeira, e espere um pouquinho antes de sair, tem “gancho”. A Marvel se superou. Os fãs agora aguardam a DC se motivar e nos entregar filmaços com a Liga da Justiça ou os Novos Titãs.

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