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Bancos têm 30 dias para se manifestar sobre projeto de adequações nas agências

ROLANTE – As agências bancárias do município ganharam, na segunda-feira, prazo de 30 dias para se manifestarem sobre um projeto

ROLANTE – As agências bancárias do município ganharam, na segunda-feira, prazo de 30 dias para se manifestarem sobre um projeto de lei que tramita na Câmara de Vereadores. A proposta, de autoria do vereador Luciano Altneter, estabelece às agências obrigações relativas ao tempo para atendimento, à destinação de banheiros e à instalação de dispositivos de segurança nas agências e postos de atendimento. Além do proponente, participaram da reunião outros três parlamentares da Câmara.
Também marcaram presença ao encontro os gerentes Jerri Schmidt (Sicredi), Anderson Iter de Lins (Banrisul), Adriano Machado Gonçalves (Banco do Brasil), Paulo Augusto Jardim Pereira (Caixa Econômica Federal) e Alexandre Pasqualon (Bradesco). Ainda estiveram presentes o diretor da Federação Gaúcha dos Bancários, Lúcio Paz, e os diretores do Sindicato dos Bancários do Vale do Paranhana, Francisco Dutzig, Luiz André dos Santos Sousa, Vitor Marcelo Sprandel e Ana Maria Betim Furquim.
O projeto de lei estabelece que as instituições bancárias têm que oferecer recursos humanos suficientes no setor de caixas para atendimento, além de destinar um banheiro para utilização pelo público. O tempo razoável de atendimento, definido na lei, é de 15 minutos em dias normais e de 20 minutos em véspera ou após feriados prolongados e em dias de pagamento do funcionalismo. No quesito segurança, as agências teriam que instalar as portas giratórias com segurança, sistema de monitoramento e gravação de imagens, divisórias opacas e com altura de dois metros entre os caixas, inclusive nos eletrônicos, guarda-volumes nas áreas de autoatendimento, entre outros itens.
Os gerentes ponderaram, no encontro, que o prazo de 120 dias para adequações não será possível de ser cumprido. “Fico preocupado com algumas exigências, como a do vidro blindado, e o prazo estabelecido. Nessas condições sei que não conseguiria atender esse requisito. O banco não quer receber multa por descumprimento, mas sabemos que só o vidro não resolveria, seria necessário aumento do efetivo policial do município para garantir a segurança”, disse Adriano Gonçalves. Lúcio Paz ressaltou a importância de preservar a vida. “Se tem uma instituição que tem condições para fazer melhorias são as instituições financeiras. É óbvio que vamos barrar no fator financeiro, mas quanto vale uma vida?”, questionou Paz.

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